quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cuide bem dos seus joelhos, cotovelos e calcanhares



Cuidar dos joelhos, cotovelos e calcanhares nem sempre é a prioridade de quem está em busca de uma pele macia. E essas partes do corpo sempre ficam ressecadas e escurecidas.

Manter a pele dessas regiões sempre macia e sedosa requer um pouco mais de atenção. A dermatologista Christiana Alonso Moron explica que a pele de joelhos, cotovelos e calcanhares é, naturalmente, mais espessa que o restante. “São áreas de trauma, que invariavelmente sofrem impactos. São mais grossas por haver alta concentração de camada córnea, a camada mais superficial da pele.”

Geralmente, apoiamos os cotovelos para escrever, digitar ou até mesmo descansar sobre uma mesa. Ficamos ajoelhados para pegar algo que está no chão, longe do alcance das mãos, fazer exercícios ou brincar com crianças. E os calcanhares, principalmente os femininos, sofrem com saltos e sapatos mal ajustados, além de aguentar todo o peso do nosso corpo.

Essas situações fazem com que a pele fique mais ressecada que o restante e, às vezes, também um pouco mais escurecida por conta da repetição de traumas no local. Moron explica que pele acaba engrossando para se proteger. No caso de joelhos e cotovelos, a sobra de pele, necessária por ser uma região de intensa mobilidade, também é um fator que contribui para que o aspecto escuro seja mais visível. 

Para amenizar essa indesejável aparência, nada melhor que hidratação diária, após o banho. “O ideal é utilizar cremes a base de uréia, que possuem alto poder hidratante e agem na quebra das camadas córneas”, recomenda Moron.

E é preciso ficar atenta. “A lesão também pode ser uma doença inflamatória e crônica, chamada psoríase. E, neste caso, a indicação é procurar um profissional especializado”, alerta a dermatologista Claudia Maia, que é também coordenadora dos cursos de atualização em psoríase da Associação Brasileira de Dermatologia.

E nada de passar lixas ou buchas para deixar a pele lisinha. Isso só vai fazer com que o organismo produza mais proteção nos dias seguintes, deixando a pele ainda mais grossa. O melhor mesmo é ter paciência e investir na hidratação diária.


Dra. Christiana Alonso Moron é Mestre e Doutora em Dermatologia pela USP.
Dra. Claudia Maia é Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Coordenadora dos cursos de Atualização em Psoríase na SBD.

Como amenizar as alergias na primavera



A estação das flores traz muitas cores vibrantes e aromas perfumados. Mas com ela, também chegam as inconvenientes alergias respiratórias, bastante comuns nesta época do ano.

Isso porque, além do ar seco e da variação de temperatura, características típicas da primavera, há também a liberação de pólen das flores que desabrocham nessa estação, agravando ainda mais a situação de quem sofre com alguns tipos de alergias.

As respiratórias são as mais comuns entre os meses de agosto e dezembro, como explica o médico Nélson Augusto Rosário Filho: “Com recorrência sazonal na primavera, essa alergia é conhecida como polinose, e tem como características intensa rinite e conjuntivite alérgica.”

Coceira no nariz, olhos vermelhos e lacrimejantes, espirros incessantes e vias respiratórias entupidas costumam ser os sinais mais aparentes das alergias bastante comuns no sul do Brasil, onde há grande ocorrência de polinização das flores.

No entanto, as alergias também podem ser causadas por vírus ou bactérias, tendo os sintomas aparentes durante o ano inteiro. E segundo o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, a alergia não significa falta de defesa e sim uma defesa exagerada do organismo. “O sistema imunológico da pessoa alérgica consegue interpretar quando uma substância é tóxica e protege o organismo de sua entrada”, esclarece Alfredo.

De acordo com Filho, cerca de 25% da população brasileira tem rinite alérgica e 12% na região Sul, tem alergia ao pólen de gramíneas. Ele lembra que na primavera o pólen está em dispersão no ar e que o melhor a fazer para amenizar os sintomas é manter janelas fechadas, preferindo o uso de ar-condicionado para filtrar o ar. “Automóveis que têm ar condicionado devem ter o filtro trocado anualmente”, reforça Filho.

O médico lembra que a rinite alérgica não tem cura, mas que existem tratamentos que aliviam os sintomas, desde que realizados corretamente, proporcionando qualidade de vida ao paciente. Dependendo do caso, é necessário recorrer a vacinas, medicamentos e até a cirurgias, por isso, é tão importante consultar um médico especialista.

Uma das formas saudáveis de se evitar ou amenizar os sintomas das alergias é mantendo o organismo resistente, fortalecendo o sistema imunológico. Para isso, nada melhor que ingerir bastante líquido e alimentos ricos em vitaminas C e aminoácidos como a cisteína, presentes na couve-de-bruxelas, no alho, na cebola, brócolis, aveia e gérmen de trigo.

“Uma das principais vitaminas que diminuem a alergia respiratória é a vitamina C. Já a cisteína é precursora de uma substância essencial para a produção de muco no trato respiratório, protegendo assim, a mucosa das vias respiratórias”, explica o médico nutrólogo Dr. Milton Mizumoto.

Atividades físicas também são, em geral, grandes aliadas da boa saúde, e, especialmente nestes períodos de tempo seco, devem ser feitas, preferencialmente, pela manhã. Algumas atitudes simples também podem ajudar a reduzir a hipersensibilidade para você aproveitar o que há de melhor da estação, confira abaixo as dicas que Taeq trouxe para você:

- Procure manter a casa o mais limpa possível e evite acúmulo de pó doméstico habitual e do pólen das plantas;

- Ao realizar a limpeza, prefira um pano úmido a vassouras e espanadores, pois evita que o pó se espalhe no ambiente;

- Utilize aspirador de pó para limpar carpetes e tapetes. Evite deixar roupas expostas ao vento mais tempo do que o necessário para secar;

- Mantenha portas e janelas fechadas, especialmente à tarde, para evitar a entrada de pólen e poluição;
- Em dias muito quentes e secos, mantenha o ambiente umidificado com aparelhos específicos ou vasilhas com água nos ambientes e restrinja a exposição ao sol;

- Não se esqueça de limpar com frequência os filtros de ar do ar-condicionado e do veículo.


Dr. Milton Mizumoto, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).
Dr. Nélson Augusto Rosário Filho é diretor científico da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai).
Dr. Marcelo Alfredo é médico otorrinolaringologista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André (SP).

O que evitar antes do treino ?



Existem alguns alimentos que devem ser evitados antes de treinar, pois demoram mais para ser digeridos e podem dar desconforto gástrico. Confira a lista:

Alimentos gordurosos: os alimentos ricos em gordura possuem digestão mais lenta podendo atrapalhar seu rendimento durante o treino.

Leite: para algumas pessoas, o leite pode criar desconforto gástrico antes do treino.

Alimentos com alta concentração de açúcar: os alimentos e bebidas que contêm alta concentração de açúcar também podem prejudicar o desempenho se ingeridos logo antes do treino, pois são absorvidos e entram nas células rapidamente, podendo levar a sensações de tonturas e até desmaios.

Carnes: as carnes também são alimentos de difícil digestão. Com a demora da digestão, o corpo não consegue usufruir da energia gerada por esse tipo de alimento.

Refrigerantes: as bebidas gaseificadas também devem ser evitadas antes dos treinos por causarem desconforto gástrico e até gases.

Chocolate: o chocolate contém muita gordura, tornando a digestão mais lenta, e consequentemente a energia fornecida não é instantânea, como no caso de uma fruta, barra de cereais, pão ou biscoito.

Alimentos condimentados: os alimentos desse tipo geram grande desconforto gástrico, principalmente se ligados ao treinamento físico. Podem também causar diarreia e flatulência, além de machucar a parede do estômago.

Prevenindo a câimbra através da alimentação



A cãibra (ou câimbra) é uma contração súbita, de curta duração e geralmente dolorosa de um músculo ou de um grupo muscular que pode ocorrer durante ou após atividades físicas intensas ou também durante o repouso, como por exemplo, durante o sono.

A principal causa das cãibras é a falta de sódio e a desidratação, embora popularmente as pessoas acreditem que a falta de potássio é o fator mais importante. Isso ocorre porque o sódio é o mineral mais perdido durante o suor. O potássio, ao contrário, é perdido pelo suor em quantidades bem menores. Além da falta de sódio, que é resultado de um desequilíbrio hidroeletrolítico (desequilíbrio de sais no sangue, como sódio e potássio), existem outros fatores causadores das cãibras, tais como:

- Produção de metabólitos tóxicos durante o exercício intenso (como amônia e ácido lático);

- Fatores ambientais como temperaturas extremas do ambiente (muito quente ou muito frio);

- Intensidade do esforço e grau de treinamento do indivíduo ;

- Deficiência de cálcio;

- Deficiência de magnésio.

Através da hidratação e da alimentação é possível prevenir o aparecimento das cãibras relacionadas ao desequilíbrio hidroeletrolítico. Para as cãibras relacionadas à falta de sais, podemos sugerir essas dicas:

- Beba pelo menos 2,5 litros de água por dia. Lembre-se que quando você sentir sede já é um sinal de que seu corpo está desidratado. O consumo de água deve ser constante e ao longo do dia!

- Certifique-se de que sua reposição de sódio durante o exercício está adequada, sobretudo se você se exercita ao ar livre por longos períodos. Se você é do tipo que transpira muito e que ao final do exercício fica com sal na pele, sua reposição de sódio deve ser feita durante o exercício, sendo assim, considere o uso de isotônicos durante seus treinos.

- Faça uma dieta equilibrada e rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, laticínios desnatados, carnes magras e leguminosas, que irá fornecer a quantidade de cálcio e magnésio suficientes para evitar as cãibras. Confira abaixo alguns alimentos fontes desses minerais:

Cálcio: iogurte com baixo teor de gordura , leite desnatado, amêndoas, espinafre , tofu, avelãs, castanha-do-brasil, feijão de soja, couve e sardinha.

Magnésio: semente de abóbora, amêndoas, avelã, caju, e arroz integral .

Bons treinos!
Lívia Hasegawa e Patrícia Campos
Equipe de Nutrição do GPA Clube

Os benefícios da banana



Símbolo dos países tropicais, a banana é uma fruta bastante popular e conhecida no mundo. Originária da Ásia, a banana é cultivada em praticamente todas as áreas tropicais, sendo o quarto item alimentar mais produzido no mundo, atrás apenas do arroz, do trigo e do milho.

Servida como sobremesa, acompanhamento nas refeições ou realçando o sabor de pratos salgados, a banana agrada a diferentes paladares. Muito utilizada na culinária de centenas de países, podem ser consumidas in natura, fritas, cozidas ou assadas. Também são bastante utilizadas em bolos, doces, farofas e em muitos outros pratos.

Rica em diversos nutrientes, a fruta faz parte do cardápio de atletas e pessoas que procuram seguir uma alimentação saudável. Uma das maiores aliadas dos praticantes de esportes, especialmente, dos corredores, a banana auxilia no desempenho muscular.

Por ter alto teor de carboidratos, nutriente que ajuda na recuperação de reservas energéticas, costuma ser ingerida antes, depois e até mesmo durante os treinos.

Além de possuir diversas propriedades nutritivas, a banana também ajuda no combate a diversas doenças. Fonte de fibras, ajuda a normalizar o trânsito intestinal e diminui a absorção de nutrientes como o colesterol e a glicose. Por conter triptofano, substância que mantém os níveis de serotonina no cérebro, ajuda a relaxar e manter o bom humor e, por isso, a fruta é benéfica para quem sofre de depressão.

Rica em potássio e pobre em sal, a banana ajuda a baixar a pressão arterial, diminuindo os riscos de derrame. Já o alto teor de potássio contribui para aumentar a capacidade mental.  Ainda contém ferro, que estimula a produção de hemoglobinas, ideal para quem tem anemia.

Agora que você já conhece os inúmeros benefícios da banana, que tal incluí-la em sua alimentação diária? Aproveite para conhecer o produto in natura que Taeq oferece e confira abaixo nossas receitas que levam essa fruta tão nutritiva e saborosa.

- Suco de frutas amarelas
- Salada de frutas refrescante
- Focaccia de frutas
- Taça de frutas matinal

Por que a fibra é importante para a saúde?



Com essa grande variedade de alimentos industrializados, grande parte da população passou a consumir cada vez mais produtos processados, ricos em lipídeos, carboidratos simples e pobres em fibras alimentares.

Esse padrão alimentar tem forte associação a doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Cada vez mais há associação entre o baixo consumo de fibras e constipação intestinal, hemorróida, neoplasia maligna de cólon, obesidade, intolerância à glicose, dislipidemias e doenças cardiovasculares.

As fibras alimentares são substâncias filamentosas curtas ou longas, derivadas de polissacarídeos formadores das moléculas de celulose. Elas ajudam a baixar os níveis de colesterol e a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, além de prevenirem o câncer do cólon, constipação, hemorróidas e obesidade.

Uma alimentação rica em fibras ajuda a remover os metais tóxicos do organismo, além de auxiliar na regulação e manutenção do sistema digestivo. A presença da fibra na dieta é muito importante para o bom funcionamento peristáltico do intestino (movimentos involuntários), evitando prisão de ventre.

As fibras ligam-se no organismo a constituintes biliares, reduzindo a quantidade de colesterol e de outras gorduras.

 

Tipos de Fibras

Algumas são solúveis e outras insolúveis como: os farelos, celulose, lignina, gomas, mucilagens e a pectina.

 

Farelos

Os farelos de trigo ou arroz são aqueles cereais moídos e separados da farinha. Eles ajudam a baixar o colesterol.

 

Gomas e Mucilagens

As gomas e mucilagens são fibras extraídas das sementes e têm a função de limpar o intestino.

 

Lignina

A lignina é excelente para reduzir os níveis de colesterol. Ela ajuda na prevenção da formação de pedras na vesícula, ligando-se aos ácidos biliares e removendo o colesterol antes que as pedras se formem. Seu uso é benéfico para pessoas com diabetes ou câncer do cólon. A lignina é principalmente encontrada em pêssegos, peras, batatas, tomate e em grãos.

 

Pectina

A pectina é útil para pessoas com diabetes, pois estas têm dificuldade na absorção dos alimentos. Ela remove os metais e toxinas indesejáveis, reduz os efeitos colaterais das radioterapias, além de reduzir o risco de doenças do coração e pedras na vesícula.

 

Qual a recomendação diária?

A recomendação é de 20 a 40g por dia de fibras para adultos saudáveis.

 

Consumir em excesso é prejudicial?

Atingir a recomendação é algo difícil, por isso o excesso dificilmente irá acontecer… mas pode ser prejudicial, sim. Procure aumentar o consumo de fibras em sua alimentação de forma gradativa. Se o aumento for brusco, pode causar cólicas, gases e diarréias.

 

Quais os benefícios das fibras?

Por que a fibra é importante para a saúde?
  • Saciedade - As fibras solúveis absorvem água e formam géis, permanecendo mais tempo no estômago e proporcionando maior saciedade.
  • Controle da glicose – As fibras promovem a liberação mais lenta e constante da glicose e ajudam a regularizar os níveis no sangue.
  • Diminui o colesterol – O consumo de fibras aliado a uma dieta pobre em gordura saturada e à prática de exercícios físicos diminui as taxas de colesterol sanguíneo.
  • Contribui com o bom funcionamento intestinal – As fibras aceleram a passagem do bolo fecal pelo intestino e, dessa forma, contribuem com o bom funcionamento do intestino.
Então, se você não tem o hábito de consumir fibras no seu dia-a-dia, faça uma forcinha e inclua pelo menos uma porção ao dia de um legume, ou fruta, pão/macarrão integral, uma castanha, aveia, ou linhaça… Com isso você vai perceber que sua saúde vai melhorar muito!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dê adeus prá celulite !



Deixar a pele macia e lisa é um sonho tão comum quanto eliminar os quilinhos a mais. E a estratégia para isso passa pelo mesmo caminho: alimentação balanceada e calorias a menos. Isso porque, uma das principais causas da celulite (um mal que atormenta até as magras) é exatamente a dieta desbalanceada.

Para atacar o problema, portanto, além de cremes específicos e tratamentos coadjuvantes, uma boa reformulada nos hábitos alimentares é indispensável. Refrigerantes, embutidos, doces e salgadinhos industrializados devem ficar suspensos por um bom tempo para evitar o acúmulo de gordura no corpo que só piora o aspecto da pele. Além disso, trate de beber muita água para ativar a circulação e prevenir o acúmulo de toxinas nos tecidos que favorecem o surgimento da temível celulite. E para completar, um cardápio hipocalórico com menos calorias provenientes de açúcar e gorduras para fazer uma limpeza no organismo e ativar o sistema linfático onde ficam os vasos sanguíneos comprimidos pela celulite.

O que pode ajudar
 
Certos hábitos só pioram o problema da celulite, enquanto outras medidas simples podem ajudar (e muito) a diminuí-la. Confira.

SIM

Aprender a respirar corretamente.
Caminhar com freqüência.
Fazer musculação.
Nadar.
Beber bastante líquido.

NÃO

Consumir refrigerante diariamente.
Comer doces e salgadinhos industrializados.
Ter má postura.
Roupas apertadas.
Beber bebidas alcoólicas.
Comer carne vermelha em excesso.
Fumar.

Azeite: a gordura do bem



Mesmo com todos os poderes nutritivos comprovados, ainda tem gente que desconfia do azeite – afinal, trata-se de gordura. A diferença é que a gordura do azeite é do tipo monoinsaturada, essencial para a saúde. Protege contra doenças cardiovasculares, diminui o LDL (colesterol danoso) e aumenta o HDL, responsável pela eliminação do colesterol ruim; também neutraliza a ação dos radicais livres, que acelera o envelhecimento; e é rico em vitamina A, D, E e K, que fortalecem os ossos, beneficiam a digestão e dão brilho à pele. Não bastasse tudo isso, o sabor é delicioso.

Para aproveitar os benefícios do azeite é preciso consumi-lo com moderação, é claro, e também frio, sem cozimento. Um fio de azeite, o que equivale a 1 colher de chá, é suficiente para temperar um prato de salada e contém 45 calorias. Além disso, há outras dicas importantes para consumir azeite de forma saudável e para que ele mantenha intacto o seu sabor. Anote:

• Prefira as marcas de azeite com menor grau de acidez. Depois da moagem da oliva e do processamento para retirada do óleo, o produto passa por um exame que determina sua acidificação: quanto menor esse índice, melhor a qualidade do azeite, portanto mais saboroso.

• Opte pelo azeite de sabor extra-virgem, que é puro.

• Coloque dentro da garrafa do azeite uma rama de alecrim, manjericão ou dentes de alho para aromatizar e incrementar o sabor do óleo.

• Guarde a embalagem em local arejado e abrigado da luz.

• Prefira as latas com bico dosador, evitando aqueles furinhos que a gente faz para o líquido escorrer, pois em contato com o ar o azeite oxida.

• Cheque o rótulo de conteúdo nutricional do produto. Para ser considerado virgem ou extra-virgem, o azeite não pode ultrapassar 15 ou 16 gramas de gorduras totais.

Melancia pode diminuir pressão arterial



A melancia tem alto teor de água e ainda fornece minerais, vitaminas e fibras. E uma pesquisa da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, aponta um motivo a mais para saboreá-la: pode diminuir a pressão arterial e prevenir que pessoas classificadas como pré-hipertensas se transformem em hipertensas.

Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou nove pré-hipertensos (quatro homens e cinco mulheres) entre 51 e 57 anos. Os voluntários ingeriram diariamente por seis semanas 6g de um aminoácido encontrado no extrato da fruta. Todos apresentaram melhoras na função arterial e, consequentemente, diminuição da pressão.

O cientista Arturo Figueroa disse ao site Science Daily que a iguaria é fonte natural de L-citrulina, intimamente relacionada com L-arginina, aminoácido necessário para a formação do óxido nítrico essencial à regulação do tônus vascular e pressão sanguínea saudável. No organismo, a L-citrulina é convertida em L-arginina.

Apenas consumir a L-arginina como suplemento não é uma opção interessante a boa parte dos hipertensos, porque pode causar náuseas. Já a pílula de melancia não trouxe efeitos adversos aos participantes.

De acordo com os estudiosos, a descoberta tende a reduzir a quantidade de medicamentos de controle de pressão, mas outros testes ainda precisam ser realizados.

Confira nove dicas para prevenir dor nas costas



Cerca de 90% da população terá pelo menos uma crise de lombalgia (dor nas costas), de acordo com Alexandre José Reis Elias, neurocirurgião e especialista em coluna do Hospital 9 de Julho, de São Paulo. Como prevenir é melhor que remediar, confira nove dicas para diminuir as chances de ter o incômodo nas costas:

1 - Não durma de bruços, mas de lado e com um travesseiro entre os joelhos ou de barriga para cima, com um travesseiro atrás do joelho;

2 - O colchão não deve ser muito mole ou duro. O semiortopédico é uma boa opção, mas não existe regra e a escolha é individual;

3 - Para sair da cama, não se levante para frente. A melhor forma é virar o corpo para o lado e se levantar nessa posição;

4 - Quando for pegar objetos no chão, se agache dobrando os joelhos e sem inclinar a coluna. Não carregue peso excessivo (por exemplo, mais que três ou quatro quilos);

5 - No trabalho, se sente em cadeiras que não reclinem para trás e que tenham apoio para os braços. As costas devem ficar bem apoiadas e os pés totalmente encostados no chão. A tela do computador precisa ficar na altura dos olhos para o pescoço permanecer em uma posição confortável;

6 - Ao carregar mochilas, coloque as alças nos dois braços e tome cuidado com o excesso de peso;

7 - O salto alto pode acarretar dor na coluna lombar. Tenha bom senso e use-o apenas eventualmente. Se provocar dor, evite-o;

8 - Dirija com as costas apoiadas no banco e os braços parcialmente fletidos (não esticados totalmente);

9 - As gestantes devem manter atividade física supervisionada e permanecer dentro do peso. É que dores lombares são comuns e, na maioria das vezes, não indicam nenhum problema sério. De qualquer forma, é recomendado procurar um especialista em coluna para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado e as formas de prevenir novas crises.

Agrião pode prevenir câncer de mama



 Pesquisa da Universidade de Southampton, da Inglaterra, constatou que comer agrião pode parar o crescimento dos tumores.

O câncer de mama é o tipo da doença mais comum entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de casos novos esperados ao longo deste ano é de 49.240. E uma pesquisa da Universidade de Southampton, da Inglaterra, constatou que comer agrião pode parar o crescimento dos tumores.

A equipe de cientistas verificou que o composto feniletil isotiocianato, que dá à folha o sabor picante, é capaz de bloquear a função da proteína HIF, responsável pelo crescimento de novos vasos sanguíneos que possibilitam o desenvolvimento da patologia.

Os voluntários que ingeriram 80 gramas da iguaria por dia apresentaram níveis elevados de proteção. Os dados foram divulgados no jornal Daily Mail.

Componente do curry pode tornar quimioterapia mais eficaz



A pesquisa tem como meta identificar tipos de pacientes mais suscetíveis a se beneficiar com a curcumina.

Um componente do tempero indiano curry pode tornar a quimioterapia mais eficaz, segundo pesquisadores da Universidade de Leicester, na Inglaterra. A equipe tem utilizado a curcumina, um extrato da raiz do açafrão-da-índia, para orientar células resistentes ao tratamento.

A líder do estudo, Karen Brown, disse ao jornal Daily Mail que testes prévios em laboratório mostraram que o extrato ataca e destrói essas células, o que ajudaria até a prevenir o retorno da patologia.

A pesquisa tem como meta identificar tipos de pacientes mais suscetíveis a se beneficiar com a curcumina no futuro. O potencial do produto tem sido investigado em todo o mundo para colaborar com pessoas que têm doença de Alzheimer, artrite, entre outras enfermidades.

Cesta básica antienvelhecimento






Estresse, má alimentação, excesso de sol e atividade física irregular intensificam a ação de radicais livres, os grandes vilões do envelhecimento do corpo. Conter esses agentes do “mal” pode ser uma tarefa mais fácil, se você incluir alimentos antioxidantes na sua dieta.
 
Antes de passarmos a lista da cesta básica antienvelhecimento, é bom que você conheça bem o inimigo a ser combatido. Segundo a nutricionista Mariana Braga Neves da Clínica Nutricio, radicais livres são moléculas reativas de oxigênio livre, produzidas pelo organismo em situações de estresse ou doença e que a partir de uma certa idade aparece em maior quantidade. O organismo é capaz de absorver essas moléculas, o problema é quando a produção é maior do que ele é capaz de utilizar. Nesse caso, os radicais começam a provocar danos, entre eles o envelhecimento precoce. “Nosso organismo já tem um arseanal para combater esse radicais, só de a quantidade for maior é preciso contar com vitaminas e minerais vindos da alimentação”, explica a especialista.
 
As armas contra os radicais livres estão nos alimentos antioxidantes. Veja alguns deles:
 
 
Celênio – castanha do pará, frutos do mar, alguns grãos
 
Zinco – laticínios, frutos do mar, alguns cereais integrais, sementes de abóbora e girassol, leguminosas como grão de bico, feijões 
 
Vitamina E – oleos vegetais como canola, azeite de oliva, margarina enriquecidas,  manteiga de gergelim, germen de trigo, semente, gema de ovo,
 
Vitamina A (betacaroteno, licopeno) - cenoura, abobora, tomate, goiaba, melancia
 
Ácido ascórbico (vitamina C) – laranja, acerola, kiwi, morango
 
Ômega 3 - linhaça, nos peixes de água fria e nos óleos desses peixes 
 
Bioflavonóides – laranja, limão, casca de uva roxa (rica em reverastrol – nutriente funcional, antioxidante que se liga ao radical e impede que ele ataque a célula), suco da uva roxa, vinho
 
Isoflavona – encontrada na proteína da soja
 
“Algumas condutas alimentares podem aumentar o número de radicais como, por exemplo, o uso de xenobióticos que são contaminantes naturais presentes nos alimentos ou inseridos durante a preparação ou ainda substâncias adcionais. Algumas delas são: corantes e conservantes presentes em alimentos ricos em glutamato monossódico, refrigerantes, agrotóxicos e certos metais contaminantes. O excesso de substâncias obriga o organismo a trabalhar bem mais para eliminar isso, nesse processo a produção de radicais aumenta”, alerta Mariana.
 
Atitudes que parecem inofensivas como aquecer alimentos no micro-ondas em vasilhas de plástico e assar carnes com papel laminado agridem o organismo, pois liberam substâncias que não são conhecidas pelo corpo, os tais xenobióticos, que aumentam a produção de radicais.
 
Mas não basta correr para a feira e comprar toda a cesta básica antienvelhecimento. Para a nutricionista, é preciso praticar a alimentação preventiva, que é um ajuste alimentar saudável com o objetivo de equilibrar proteínas, vitaminas, carboidratos e lipídios, organizando a dieta e incluindo antioxidantes.“Ninguém vai conseguir consumir todos os antioxidantes num único dia. Eles devem fazer parte de uma rotina adequada”, esclarece a nutricionista.
 
Ela ainda alerta que certos grupos como o de atletas têm necessidade maior de ter antioxidantes, já que exercícios vigorosos também podem aumentar a produção de radicais livres. “Toda vez que você intensifica a respiração, mais produz moléculas reativas de O2, portanto mais radicais livres”.
 
Se alguém pensa que deter os radicais é apenas uma questão de beleza, se engana. O envelhecimento celular ataca todo o organismo e está relacionado ao desenvolvimento de câncer, catarata, diabetes, arterioesclerose e problemas renais.
 
Mariana Braga Neves
Nutricista

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cebola vermelha reduz colesterol, dizem pesquisadores chineses


 Apesar da preferência mundial pelo forte sabor da cebola branca, a de cor vermelha é que tem chamado a atenção dos mais preocupados com uma alimentação saudável. Recentemente, cientistas da Chinese University of Hong Kong, na China, divulgaram pesquisa realizada com o vegetal, agregando mais uma qualidade ao condimento que faz chorar as donas de casa e os cozinheiros: ele é um eficaz redutor de colesterol.

Por um período, ratos de laboratório foram submetidos a uma dieta rica em colesterol. Depois, a cebola vermelha foi acrescentada à alimentação desses animais durante oito semanas. O resultado: redução de 20% no colesterol das cobaias.

Zhen Yu Chen, coordenador da pesquisa, explica que, através do primeiro estudo realizado, foi possível entender como a cebola vermelha atua no funcionamento das enzimas biológicas. “O vegetal atua nos genes e proteínas envolvidas no metabolismo, reduzindo o colesterol”, explica.

Na Índia, é comum encontrar pratos preparados com cebolas vermelhas cruas, que possuem sabor levemente adocicado. Na China, o consumo de cebola e alho é o maior do mundo, reduzindo em 40% o risco de a população local sofrer de câncer de estômago.

Melancia pode prevenir doenças do coração, dizem pesquisadores



Incluir uma fatia de melancia no café da manhã pode prevenir doenças do coração. A afirmação foi feita por pesquisadores da universidade Florida State, nos Estados Unidos, que comprovaram a eficácia da fruta no tratamento e, principalmente, na prevenção de distúrbios cardíacos.

Arturo Figueroa, professor responsável pelo estudo, explica que a melancia causa um efeito dilatador dos vasos sanguíneos, evitando a hipertensão, principal causadora de ataques do coração.

Para validar a pesquisar, durante seis semanas consecutivas Figueroa injetou seis gramas de aminoácido retirado do extrato da melancia no sangue de um grupo formado por quatro homens e cinco mulheres, com idades entre 51 e 57 anos. Ao final do período, a pressão arterial dos nove pacientes havia baixado consideravelmente.

“Melancia é fonte natural de L-citrulline, que está relacionado ao L-arginine, aminoácido responsável pela formação do óxido nítrico, essencial para a regularização vascular e da pressão arterial”, explica Figueroa.

Salmão mantém pele saudável e cabelo deslumbrante, revela "Dieta da Beleza"

 

Quando você acorda com o cabelo bonito, tudo parece possível. Mas quando as madeixas estão secas, sem brilho e opacas, não tem humor que resista.

Em "A Dieta da Beleza", a autora e nutricionista Lisa Drayer explica como conquistar um cabelo macio e exuberante com a ingestão de alimentos poderosos.

A autora explica que muita gente acredita que cuidar bem do cabelo começa pelo xampu e um ótimo creme, porém a fórmula dos fios exuberantes está na alimentação.

Com mais de cem receitas, a obra ensina também maneiras deliciosas de deixar a pele mais bonita e as unhas mais fortes. Além de revelar os dez alimentos ideais para potencilizar a sua beleza.

Segundo a autora, para ostentar um cabelo fabuloso, necessitamos de minerais( ostra, salmão, lentilha). Os minerais têm efeito em tudo, desde o crescimento até a cor e a textura do cabelo.

Outro conselho de Drayer é beber bastante água limpa, por conta de seus benefícios para a beleza e para o funcionamento apropriado de todos os sistemas do organismo e também consumir bastante proteína( salmão, carne bovina, soja, ovo, peixe e frango).

Alguns nutrientes são essenciais para a saúde dos fios. O colágeno é usado como agente condicionante. A vitamina E é um antioxidante natural, contém propriedades que protegem dos raios UV. Já o azeite de oliva apresenta benefícios condicionantes, ainda mais para cabelos muitos grossos e secos.

A nutricionista faz um alerta. "É preciso ficar atento ao excesso de produtos, babyliss, secador e tintura para não danificar os fios, que costumam ficar mais frágeis com o exagero."

Caminhadas ajudam a preservar o cérebro na velhice, indica pesquisa



Caminhar por pelo menos 10 km por semana pode ser uma das coisas que as pessoas podem fazer para impedir o encolhimento do cérebro e combater a demência, disseram pesquisadores dos EUA. O estudo fui publicado na revista "Neurology" na quarta-feira (13).

A pesquisa analisou cerca de 300 pessoas em Pittsburgh, que registraram quanto caminharam a cada semana, e mostrou que aqueles que andavam pelo menos 10 km tinham redução cerebral relacionada à idade menor que a das pessoas que caminhavam menos.

"O cérebro encolhe na fase mais avançada da idade adulta, o que pode causar problemas de memória. Nossos resultados devem incentivar experimentos que verificam se o exercício físico em idosos é uma abordagem promissora para prevenir a demência e o Alzheimer", disse Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh.

A equipe de Erickson realizou a pesquisa para averiguar se as pessoas que andam muito poderiam estar mais preparadas para combater as doenças da idade.

Eles analisaram 299 voluntários que começaram o estudo livres de demência, e que registraram seus hábitos de caminhadas.

Nove anos depois, os cientistas fizeram varreduras nos cérebros para medir o volume dos órgãos. Após quatro anos, eles realizaram testes para ver se algum participante sofreu prejuízo cognitivo ou demência.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que caminhavam cerca de dez quilômetros por semana tinham metade do risco de desenvolver problemas de memória em comparação aos demais.

Eles disseram que mais estudos precisam ser realizados sobre os efeitos do exercício e a demência, mas na ausência de tratamentos eficazes para o Alzheimer, a caminhada pode ser uma alternativa.

Nenhuma droga atual pode alterar a progressão da doença de Alzheimer, que afeta mais de 26 milhões de pessoas no mundo.

Apêndice já pode ser extraído pelo umbigo sem deixar cicatriz



Uma nova técnica para a cirurgia de apendicite permite a retirada do órgão pelo umbigo sem deixar cicatriz. 

O procedimento é feito com uma só incisão e é mais simples do que a videolaparoscopia tradicional - com três orifícios- ou mesmo do que as chamadas cirurgias de porta única, mais recentes, feitas com apenas uma incisão, mas que usam equipamentos específicos.

A apendicite é a inflamação e infecção do apêndice -órgão em forma de dedo entre o intestino grosso e o delgado. Quando acontece a inflamação, o apêndice precisa ser extraído.

"Além de ser minimamente invasiva, a técnica é simples e barata. Pode ser feita em larga escala", diz o cirurgião Sylvio Avilla, do Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba.

Desde o começo de setembro a técnica já foi aplicada em 15 crianças e adolescentes de 4 a 16 anos. Os pacientes têm alta em até dois dias.

A cirurgia é uma mistura entre a videolaparoscopia e a operação tradicional (corte de quatro centímetros).

"Fazemos a incisão de aproximadamente dois centímetros dentro do umbigo e o apêndice é puxado para fora da barriga. A extração é externa, como no procedimento tradicional", explica o cirurgião pediátrico.

Apesar de até agora a cirurgia só ter sido feita em crianças, o médico não vê impedimentos em usá-la em adultos. "Adolescentes que operamos já têm estrutura física de um adulto." 
 
"PORTA ÚNICA"

Para o médico Marco Aurélio Santo, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital das Clínicas de São Paulo, a técnica é novidade.

"Fala-se em cirurgia por um único orifício, mas fazendo a extração internamente, e com pinças adaptadas. Não conheço a técnica, mas vejo com cautela. Talvez em criança seja mais aplicável."

A cirurgia externa pelo umbigo é possível, de acordo com Avilla, porque o apêndice fica em uma região maleável. "Tem como puxar os órgãos para fora do umbigo e depois retornar à posição."

Outra vantagem, segundo ele diz, é que, com menos incisões, há menor risco de complicações. A indicação da cirurgia, porém, é para pacientes que não estejam em um estágio avançado de inflamação ou em fase de suporação do apêndice.

Segundo o médico Alexandre Miranda Duarte, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, procedimentos de porta única, de forma geral, ainda estão em avaliação. "Desconheço essa técnica, mas cirurgias por um único orifício não são regra geral. Cada apendicite é de uma forma", afirma.

Mariana Benfica da Silveira, 13, foi a primeira a passar pela cirurgia. Quando soube que estava com apendicite, seu medo foi ter de parar de nadar por muito tempo.

A menina pratica natação duas horas por dia e participa de campeonatos. "Pensei que demoraria, mas foi rápido. Não faltei na escola nenhum dia e voltei a treinar em três semanas."

Cirurgias de apêndice são mais comuns em crianças e jovens do que em adultos. "É a época de maior incidência da doença", afirma o cirurgião Marco Aurélio Santo.

Estudo explica por que mulheres preferem carinho após relação sexual



Enquanto as mulheres costumam prolongar o momento íntimo após a relação sexual, seja discutindo a relação ou declarando seu amor, os homens preferem fumar, comer ou tomar uma bebida, de acordo com um estudo sobre o comportamento masculino e feminino, publicado no "Journal of Sex Research".

A informação foi publicada na quinta-feira (14) no site do jornal britânico "The Telegraph".

Segundo os pesquisadores, alguns homens admitiram que tentam aproveitar o momento para pedir um favor às parceiras enquanto eles relaxam.

Susan Hughes, da Albright College na Pensilvânia (EUA), afirmou que "seja a longo ou a curto prazo, as mulheres ainda buscam intimidade. Elas estão mais propensas a querer beijar, abraçar e declarar seu amor após o sexo".

O estudo indica que as mulheres usam relacionamentos breves para avaliar se um homem seria um bom parceiro a longo prazo. Na cabeça delas, a capacidade de intimidade indica qual homem poderia ser um bom pai no futuro.

Em contraste, o instinto dos homens está orientado no sentido de aumentar a família, fazendo demonstrações de amor mesmo após relações sexuais de menor importância.

domingo, 10 de outubro de 2010

A vida é melhor sem óculos...



Com o avanço da medicina, já é possível dizer que os óculos são antiquados e as lentes de contato, trabalhosas e custosas. Quem possui algum tipo de "grau" sempre sonhou em acordar pela manhã enxergando sem precisar tatear à sua volta, procurando por seus óculos. Praticar esportes, vida social,festas, trabalhos e muitas outras situações ficariam melhores se houvesse a independência dos óculos ou lentes de contato, vendo a vida com seus própios olhos.

E é por meio da cirurgia a laser, pelo método LASIK, para a correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia ou pela cirurgia com o ultra-som para o implante de lentes intra-oculares, que tudo isto tornou-se possível.

A visão de volta aos jovens e adultos 


Mais comum entre jovens e adultos, a miopia até 12 graus, o astigmatismo até 6 graus e a hipermetropia até 5 graus podem ser corrigidos isoladamente ou quando combinados, pelo LASIK, desde que o grau esteja estabilizado, e o exame oftalmológico completo não mostre nenhuma alteração. Portanto, um cuidadoso exame deve ser realizado e as devidas orientações e dúvidas esclarecidas, avaliando se o candidato está ou não apto para ser operado.

A cirurgia a laser consiste em esculpir, e modelar a curvatura da córnea com a tecnologia do laser frio, chamado Excimer Laser. Os aparelhos de ultima geração, fazem com que a previsibilidade, a segurança e a estabilidade cirúrgica tornem-se mais altas, mas sempre a confiança e experiência do cirurgião se fazem absolutas.


Idosos mais cheios de vida 


Muitas vezes, nossos pais e avós, quando abandonam atividades usuais e corriqueiras, fazem isso porque pode estar ocorrendo uma perda gradativa da visão, a qual passa a interferir na sua qualidade de vida, impingindo-lhes restrições, pois deixa-os inseguros.Pessoas com mais de 55 anos de idade , que passam a apresentar alteração no grau dos óculos, e alteração visual, podem estar iniciando o desenvolvimento de catarata. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a cirurgia da catarata, atualmente é praticada pela técnica da 
Facoemulsificação do cristalino( Ultra-som), não há mais a necessidade do ¨tal amadurecimento da catarata¨ por completo.muito pelo contrário. A catarata por esta técnica, será dissolvida e fracionada ou melhor dizendo, fragmentada em pequenas partículas que serão aspiradas pelo equipamento adequado.Trata-se da cirurgia sem pontos, feita por uma micro-incisão e aí implanta-se a lente intra-ocular, que substituirá o poder dióptrico do antigo cristalino, as quais hoje em dia são injetadas, pois são flexíveis e dobráveis. A anestesia é local e sem riscos. No momento do diagnóstico, a cirurgia já pode ser indicada se o cirurgião possuir a experiência necessária para realizá-la.

Devemos lembrar que a correção da catarata também vem acompanhada da correção total ou parcial do grau prévio do paciente. O avanço tecnológico das novas lentes intra-oculares permite o cálculo preciso do grau residual, muitas vezes, fazendo com que haja abandono do óculos em definitivo.

O resgate das atividades e da auto-estima

Nos procedimentos indicados, os aparelhos são todos computadorizados e as cirurgias são programadas de acordo com as características do olho de cada pessoa. A cirurgia LASIK tem um tempo total de 7 a 10 minutos por olho e a da Facoemulsificação em torno de 20 minutos.

De acordo com o oftalmologista do Insituto Penido Burnier, de Campinas São Paulo, Dr. Queiroz Neto, logo após a cirurgia, a recuperação da visão é rápida. O ritmo de vida da pessoa não sofrerá grandes restrições ou mudanças e, em menos de uma semana, já é possível praticar esportes, trabalhar,dirigir,viajar e realizar outras atividades sem a necessidade de carregar os incômodos óculos ou as trabalhosas lentes de contato.

A oftalmologia brasileira 

Hoje estas cirurgias são realizadas no Brasil com aparelhos iguais aos utilizados nos EUA, com as mesmas normas de segurança. Na técnica LASIK, Dr Queiroz Neto utiliza os microcerátomos ACS ou Amadeus e o Excimer Laser Ladar 4000, o qual corrigi as irregularidades de cada olho particularmente, e um diferencial muito importante é que neste método o paciente pode movimentar os olhos devido à presença de um rastreador, o Eye Tracker , que busca a fixação do olho em até 4.000 vezes por minuto. Este rastreamento teve início em pesquisas para a NASA no desenvolvimento do mega telescópio Hubble, consumindo um investimento de US$ 35 milhões, financiados pelo governo americano. Na catarata utilizam o Legacy e também nos casos de catarata secundária estão equipados com o YAG Laser. Sem dúvida os custos são bem mais acessíveis se comparados aos americanos, convênios e planos especiais também estão disponíveis.

Aborto


I - ABORTAMENTO

Define-se abortamento como sendo a perda gestacional que ocorre até 20/22 semanas (ou peso fetal de 500g). Abortamento espontâneo ocorre em cerca de 10 a 15% de todas as gestações sendo, muitas vezes, ocorrência de primeira gravidez. Isto geralmente propicia alto grau de insegurança, tanto para a gestante como para os familiares. Mas se seguido de gravidez normal, não requer, em princípio, maiores cuidados. A ocorrência de dois abortamentos, repetidamente, é bem menor: cerca de 1%; três ou mais abortamentos sucessivos determinam o "abortamento habitual". Neste caso, o risco de novos abortamentos para o casal aumenta, embora a incidência exata não seja determinada.
 
Causas de abortamento: 
 
1. Anomalias dos cromossomos presentes nas células humanas (50 a 60% dos abortos espontâneos até as 12 semanas: 
  • normais = 46XY (sexo masc.) ou 46XX (sexo fem.), isto é, 23 pares de cromossomos que perfazem o gene humano, sendo que o par de cromossomos sexuais pode ser XX (sexo fem.) ou XY (masculino).
  • alterados = - trissomias - um determinado par de cromossomos na realidade éum "trio". A mais comum é a trissomia do cromossomo 21. Quando não ocorre abortamento, a gravidez evolui, sendo a criança portadora da "síndrome de Down" (ou "mongolismo")
  • triploidias - triplicação de todo o conjunto cromossômico (69XXX, 69XXY, etc.)
  • 45XO
  • tetraploidias
  • translocações e mosaicos, onde ocorre "cruzamento" entre partes cromossomiais.
2. Anomalias do "ovo":
  • Mal formações congênitas - diferem das cromossomopatias. Aquelas são muito precoces, além de apresentarem anomalias no interior das células; estas apresentam anomalias na estrutura do embrião: anencefalia, ausência de membros, hérnias diafragmáticas, imperfurações do tubo digestivo ou urinário, alterações cardíacas, alterações que causam surdez, cegueira, etc. (a lista de possíveis mal formações é tão extensa que não caberia nesta página) Duas são as causas: as puramente genéticas e as decorrentes de alterações externas como radiações, doenças infecciosas, tumorações que deformam a cavidade uterina.
  • Anomalias da placenta.
  • Anomalias do cordão umbilical.
  • Anomalias das membranas
3. Doenças ginecológicas:
  • Alterações do endométrio (camada do interior do útero que recebe o ovo para implantação) decorrentes, por exemplo, de alterações hormonais maternas que podem causar tanto esterilidade como abortamento.
  • Malformações uterinas - útero septado, útero bicorno, etc.
  • MIOMAS UTERINOS - podem determinar abortamento desde que ocupem muito o "espaço" do embrião em virtude da deformidade uterina. Cerca de 40% dos miomas ocasionam abortamento (embora apenas uma pequena parte dos abortamentos tenha como causa o mioma uterino). Os outros 60% "convivem" com a gravidez, podendo causar diversos tipos de complicações ou eventualmente até cursar com gravidez "normal".

4. Incompetência istmocervical:

É nome complicado que designa dilatação anormal do colo uterino; ocorre perda do ovo por impossibilidade de retenção.

5. Doenças maternas graves. Para citar somente algumas:
  • desnutrição grave
  • anemias graves
  • grandes obesidades
  • diabete melito muito descompensado
  • hipertensão arterial grave
  • cardiopatias descompensadas
  • infecções. É importante lembrar que a rubéola e a toxoplasmose causam complicações somente uma gravidez. As gravidezes seguintes não são afetadas por estas infecções.
6. Idade materna:

Causa indireta. Acima dos 35 anos é maior o risco de anomalias cromossômicas, particularmente a trissomia do cromossomo 21.

7. Outras causas:

Condições geralmente evocadas por algumas pacientes, como carregar peso, emoções e sustos, coito, etc. não são causa de abortamento (veja, por exemplo, jogadoras profissionais de basquete, vôlei, nadadoras, etc.). Nem mesmo traumatismos ou intervenções cirúrgicas são assim considerados.

Quando a causa é evidente (como doença materna grave) ou mais ou menos evidente (como a incompetência istmocervical), fica fácil fazer o diagnóstico. A presença de mioma uterino faz suspeitar que esta tenha sido realmente a causa, embora isto não seja totalmente conclusivo, principalmente pela ausência de cólicas e pela evolução para aborto retido (sem eliminação do embrião).

Em relação ao embrião, o diagnóstico não deve ter sido exatamente o exame do DNA. Se o material estudado foi o colhido do aborto, o resultado do estudo genético pode ser duvidoso (a não ser que seja francamente positivo). Além disso, o material resultante de aborto não permite o diagnóstico de mal formações.

Portanto, começa a ficar claro que o diagnóstico da causa é muito difícil. Mesmo com pré-natal muito bem feito, o abortamento acaba surpreendendo tanto a mãe quanto o obstetra. Outro conceito importante é o de que, uma vez desencadeado, o abortamento segue curso próprio: a gravidez pode evoluir normalmente (ficando o diagnóstico de "ameaça de aborto") ou pode ocorrer a perda embrionária (abortamento incompleto ou aborto retido), independentemente dos medicamentos administrados (o dactil, como antiespasmódico, é utilizado para aliviar a dor; a progesterona tem várias funções, agindo diretamente sobre o útero).

Um diagnóstico importante é o que procura pela síndrome de Down, através de estudo citogenético realizado durante a gravidez: biópsia de vilocorial (isto é, da placenta em início de formação), amniocentese (colheita de líquido amniótico por punção abdominal) e cordocentese (punção do cordão umbilical), que identifica os cromossomos embrionários, seu número e sua forma. É indicado em mulheres (ou cujos maridos) portadoras, elas mesmas, de anomalias cromossômicas ou que já tiveram criança com síndrome de Down. Indica-se também em mulheres cuja idade é considerada de alto risco para o aparecimento desta síndrome: acima dos 35 anos (ou 40 anos, segundo alguns autores).

Para a população de grávidas que não se enquadram nos critérios acima existe teste bioquímico triplo ou "Triteste", que é realizado por alguns laboratórios e consiste na dosagem sangüínea materna de três substâncias: alfafetoproteína, estriol e gonadotrofina coriônica. Este teste é realizado entre 15 e 20 semanas de gestação e serve como rastreamento inicial. Ainda não é rotina na maioria dos pré-natais, talvez pelo custo relativamente elevado.

II - MIOMA UTERINO

Os miomas uterinos tendem a aumentar durante a gravidez, pois são estimulados pelos níveis elevados de hormônios deste período. Após a gravidez, tendem a regredir, embora possam jamais desaparecer por completo.

Não existe tratamento clínico, embora tentativas sejam feitas com determinados tipos de hormônio. O único tratamento é o cirúrgico, com retirada somente do mioma, quando possível, ou de todo o útero, quando necessário. Somente necessitam de cirurgia as mulheres com sintomas acentuados: hemorragias intensas e cólicas intratáveis. As demais podem conviver muitíssimo bem com seus miomas, até que sobrevenha a menopausa, quando os miomas tendem a "murchar".

A ocorrência de mioma juntamente com a gravidez é comum (veja acima). Não se pode estabelecer com exatidão o risco. Não parece provável que mioma de 6, 7 ou até 10 cm, mesmo que intramural, possa determinar aborto retido. O mais provável é que a gravidez acabe evoluindo naturalmente, mesmo que apareçam cólicas.

O melhor intervalo entre duas gestações é de dois anos; após abortamento, desde que a mãe esteja em boas condições nutricionais, período mínimo de seis meses é indicado.

Dr. Irineu Wajntraub - Ginecologista e Obstetra - São Paulo - SP

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Alcoólatra um grave mal



Você sabe como reconhecer quando uma pessoa se torna um dependente da bebida, e que sempre toma uns coles a mais a cada fim de semana? Saiba que não é fácil você saber que uma pessoa é alcoólatra, o que você pode perceber é que sempre a pessoa perde o controle do consumo da bebida, e de acordo com os especialistas nem sempre quem bebe demais é um alcoólatra. Mais saiba que o dependente é aquele que pretende parar em um determinado tanto e não consegue. A compulsão pela bebida é que se torna um sintoma evidente da doença.

Os sintomas de um alcoólatra são quando o alcoólatra começa a deixar as relações profissionais e afetivas, em segundo plano, é quando demora mais tempo para ficar embriagado, e quando começa a se acostumar com o efeito do álcool, além de apresentar alucinações. Porém saiba que o fator genético de incidência de casos com parentes próximos, a depressão ansiedade e problemas familiares são considerados o principio para desencadear a doença. Já é comprovado que o componente genético existe, mas ainda não se pode medir qual é o peso como fator de risco. Porém os especialistas afirmam que ele é menos decisivo do que a personalidade e as influencias do ambiente.

Pesquisas feitas com 200 dependente 170 já tinham ansiedade ou depressão antes de se tornar um alcoólatra. Geralmente essas pessoas procuram no álcool uma forma de sentir prazer ou para relaxar, e o pior é que ele pode se apresentar em qualquer faixa-etária, mas atinge com maiores freqüências jovem entre 20 e 30 anos. O tratamento é definido como uma doença crônica e pode dar origem a outras complicações para o dependente. E os problemas são enormes, considerando não apenas os associados ao alcoolismo, como a depressão. Saiba que a bebida acarreta uma série de transtornos graves como: inflamação crônica no fígado, pancreatite, cirrose, hepatite, gastrite, hipertensão, e problemas no coração e a síndrome de abstinência, pode levar a morte.

O importante é buscar ajuda em terapias ou substância que provocam mal-estar em contato com o álcool, como medicamentos, e homeopatia. Os medicamentos têm dois princípios, um é tirar a vontade de encher o copo, ou eliminar de vez com o prazer de degustar um drinque. Mas o melhor é à força de vontade. O pior é saber viver com uma pessoa que tem esse problema com a bebida. Muitas vezes você que mostrar a pessoa que ele tem esse problema, e geralmente eles recusa a aceitar que é um dependente, e que não precisa de ajuda. Os conflitos que gera, a desordem é grande em um lar, e isso é o que torna ainda mais impossível a convivência. Sabemos que pra a pessoa aceitar é o difícil, porém logo que reconhece ai sim às coisas se tornam mais fáceis, e o tratamento é mais positivo.

Mal de Parkinson: combater e conviver



Uma gama de doenças tem seu desenvolvimento associado a sentimentos negativos e a descompensações psicológicas. O Mal de Parkinson está nessa lista. A doença que é reconhecida pela rigidez dos músculos de braços e pernas e pelos tremores incontroláveis, tem sua causa, sobretudo, nos sentimentos de angústia e ansiedade.

Doença neurodegenerativa vitima, normalmente, pessoas a partir dos 55 anos de idade, e raramente se apresenta em pessoas mais jovens. Quando isso ocorre tem, geralmente, causas hereditárias. Mas o trauma emocional é seu principal pivô.

A dor psicológica, profunda e incessante, provoca alterações no organismo, que estimulam a morte de células nervosas responsáveis pela coordenação dos movimentos.

Quando o mal se instala, começa uma escalada de sintomas que vão crescendo em intensidade e expandindo-se para diversas regiões do corpo.

Na primeira fase, os sintomas são percebidos em apenas um lado do corpo. Na fase seguinte eles afetam os dois lados, passando para a região central da coluna.

Quando o equilíbrio sofre alterações, a rigidez muscular está bastante acentuada e na fase 4 que se segue, o portador sente-se incapaz de realizar sozinho tarefas diárias, e necessita de alguém para ajudá-lo a vestir-se, tomar banho e pentear-se.

No estágio 5, os tremores estão muito intensos e a rigidez dos músculos torna impossível o ato de levantar-se ou de comer. No último estágio o paciente pode ser acometido por demência.

A terapia indicada é multidisciplinar, associando antidepressivos a tratamentos alternativos, como atividades de socialização e exercícios. Por se instalar num ambiente psicológico de sofrimento, o paciente precisa ser ouvido e compreendido, para livrar-se da dor e minimizar os sintomas.

As pessoas do círculo social, como médicos, amigos e familiares também devem superar o sentimento de pena e evitar atitudes de superproteção, que fazem o paciente sentir-se inútil e incapaz. Estimular a realizar atividades é a atitude mais adequada.

A arte sempre é bem vinda quando o foco é o psicológico, sendo alternativa para redução dos sintomas. O estímulo à concentração para desenvolver uma peça de artesanato ou uma pintura, impede que o cérebro trabalhe provocando tremores, deixando-o mais alerta. 

Reagir é a melhor atitude para resultados positivos no tratamento. É preciso permanecer sociável e em atividade nas relações humanas. O recolhimento e a solidão fazem crescer a depressão, contribuindo para o agravo da doença.

O Mal de Parkinson pode não ter cura, mas ainda é preciso viver.

Stress pode ativar doenças crônicas e provocar traumas



De uns tempos para cá, uma palavra que tem sido bastante ouvida no dia-a-dia de qualquer pessoa é stress. Seja no trabalho, no lazer, em casa ou na rua. As rotinas, cada vez mais atribuladas de compromissos e períodos curtos, provocam, com mais facilidade, o cansaço e a irritação das pessoas. O que, em um futuro, pode retornar em forma de doenças crônicas e causar traumas permanentes. 

Atualmente, as potencialidades mais comuns para causar o stress nas pessoas são situações de informática e ambientes corporativos, conforme explica a psicóloga clínica e consultora organizacional Selma Cordeiro. A especialista destaca que o stress é uma doença e deve ser diagnosticada como tal, por médicos e psicólogos. "Muitas vezes, a pessoa aparece com dores de cabeça crônicas, insônia, problemas de pressão e os profissionais se atentam apenas para o diagnóstico dos sintomas. O stress é um problema  biopsicossocial", destaca.

Quando o indivíduo está estressado, os batimentos cardíacos ficam acelerados, a respiração ofegante e a produção de adrenalina e cortisol aumentam. Com o desnível desses hormônios no organismo, o sistema neurológico fica prejudicado, provocando a baixa na imunidade e favorecendo o aparecimento de doenças ocasionadas por fatores externas (vírus e bactérias) e de doenças crônicas, como o ataque cardíaco. "O stress predispõe o agravamento dessas doenças, o que, em alguns casos pode causar até a morte." Além das doenças, o problema também enfraquece o psicológico, favorecendo que a pessoa engorde, desenvolva o vício ao álcool e às drogas.

Em situações em que a pessoa tem um contato com computadores (stress cibernético) e tecnologia (tecno stress), o stress pode surgir de forma acentuada e prejudicial. Em frente ao computador, os olhos ficam focados e a mente fica inerte, colocando o usuário em uma situação de embotamento, de enfraquecimento. Nesses casos, dicas simples podem relaxar e recuperar a energia em poucos minutos (confira o vídeo acima). 

É recomendado que a cada 90 minutos em frente à tela, a pessoa dê um tempo e tome um copo de água (meio copo de hora em hora) para que a circulação sanguínea no cérebro volte ao normal.

Além da informática, o ambiente empresarial também é um dos grandes potenciais para o desenvolvimento do stress nos indivíduos. Jornalistas e advogados estão entre os mais prejudicados, segundo aponta a especialista, devido à pressões e tempos para entrega das tarefas. "O maior problema nem é o financeiro e sim o reconhecimento. O desequilíbrio entre o esforço e a recompensa ou valorização do profissional são as maiores causas do stress", elucida.

A longo prazo, o problema causa alterações na memória e favorece o aparecimento de doenças senis, como Alzheimer. "Esse problema social é cuidado em apenas 10% das empresas brasileiras. O empresário também deve ensinar ao funcionário a lidar com as pressões." A especialista destaca que outros potenciais são o trânsito, os relacionamentos, o embate entre gerações familiares e o excesso de compromissos das crianças. 
Facetas do stress e contágio
Segundo a especialista, o stress é uma doença catalogada pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e, em aspectos gerais, possui duas fases: a fase aguda e a fase crônica. A primeira situação é caracterizada pelo choque imediato, como por exemplo na entrega de uma tese de faculdade ou quando a pessoa trabalha em vários períodos. "Nessas situações, temos uma limitação orgânica que afeta o sono,  a produtividade, a concentração e a memória", explica.

Selma elucida que, nesta fase, caso a pessoa não administre o stress ou a carga de preocupações aumente, a chance é iminente do prolongamento da doença, transformando na fase crônica. "Quando a pessoa estuda para prova de vestibular, por exemplo. Por mais que ela lute, sempre vai estar fatigada. Isso compromete a saúde, sendo necessários cuidados médicos e até o afastamento do trabalho." Caso o problema permaneça, a especialista lembra que pode ocorrer a fase de esgotamento, que seria um terceiro nível, bem mais acentuado.

Em casos agudos, os exemplos podem envolver situações pós-traumáticas, como o luto, guerras, acidentes, separações ou nascimento de filho. "Existem pessoas mais vulneráveis e mais resistentes. Às vezes a carga pesada para umas não é para outras", ressalta. Nesse sentido, aquelas pessoas que reclamam em demasia, são exigentes e autoritárias e acabam sendo mais suscetíveis ao stress. "A pessoa não tem gentileza e complacência. Ela acaba afetando o ambiente e agindo como agente de transmissão", explica.
Formas de tratamento
Segundo Selma, o stress é um problema fisiológico e o controle deve partir do próprio indivíduo. As formas de tratamento podem vir por meio de relaxamento e técnicas. "Em primeiro lugar, a pessoa tem que administrar e aprender a lidar e a descarregar a carga. Sempre tem que quebrar o ciclo vicioso com reposição orgânica e formas de relaxamento, como boa alimentação, entretenimento, exercícios físicos e organização", aponta.

Outro aspecto pouco conhecido é a positividade do stress. De acordo com a especialista, existe necessidade de a pessoa sentir stress, para evitar situações de apatia e falta de motivação. "Ela deve aprender a dar a resposta com o relaxamento. Além de técnicas como ioga, esportes, jogos e práticas orientais, a própria pessoa deve saber como relaxar. O primeiro passo é a conscientização e a sensibilidade para tomar as providências", destaca.