quinta-feira, 29 de julho de 2010

Problemas no coração são a principal causa de morte no Brasil



Controle das taxas de colesterol no organismo é uma das principais armas para combater doenças cardíacas.

Estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam, em média, uma morte por infarto do miocárdio no Brasil a cada cinco minutos. Se mantida a tendência atual, estima-se que em 2040 ocorrerá uma morte a cada 47 segundos por causa de problemas no coração. O Ministério da Saúde revela que as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no país, superando inclusive o câncer e a AIDS.

Diretamente ligada às doenças do coração está a falta de conhecimento e de controle das taxas de colesterol pelos brasileiros. Como os níveis considerados adequados diferem de indivíduo para indivíduo, apenas a avaliação médica pode definir o risco cardiovascular de cada pessoa e também o nível de LDL (colesterol ruim), HDL (colesterol bom) e triglicérides (uma forma de gordura que circula na corrente sangüínea e é armazenada no tecido adiposo do corpo).

Segundo o médico cardiologista Eduardo Veludo, diretor presidente do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, em Uberlândia, assim como na média nacional, são freqüentes as doenças derivadas do colesterol alto, as chamadas dislipidemias. “Os problemas mais comuns são os relacionados à aterosclerose, que é o acúmulo de gordura em forma de placas no interior das artérias, levando a obstrução do fluxo sanguíneo além do enfraquecimento na parede destes vasos com risco também de dilatações (aneurismas)”, explica o médico.

Controle

Por ser assintomático, ou seja, não apresentar sintomas, o colesterol alto só pode ser avaliado pela dosagem laboratorial. “Esta dosagem requer alguns cuidados como jejum de 12 a 14 horas, abstinência da ingestão de álcool, dentre outros”, apresenta o cardiologista.

“É recomendável que os adultos conheçam seus níveis sanguíneos de colesterol, sendo obrigatório naqueles que possuem outros fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como: hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sobrepeso/obesidade, sedentarismo e aqueles com historia familiar de problemas cardíacos, em especial infarto e angina”, alerta Veludo.

Tratamento

De acordo com o cardiologista o tratamento do colesterol alto deve ser feito com a mudança no estilo de vida, envolvendo a prática regular de atividade física e mudança dos hábitos alimentares. “Entre os alimentos que devem ser evitados estão aqueles que contêm gordura de origem animal, as frituras e as gorduras saturadas de uma maneira geral. Alguns alimentos são recomendáveis para que se mantenham níveis adequados de colesterol, dentre eles os que contem fibras bem como o azeite de oliva (em pequenas quantidades), abacate, castanha do pará (em pequenas quantidades) e alguns tipos de peixes”, recomenda.

“Os medicamentos, desde que prescritos pelo médico, podem ser uma boa opção para aqueles que têm um risco elevado ou aqueles de mais baixo risco, mas que não conseguiram atingir suas metas apenas com as mudanças no estilo de vida”, complementa.

HDL x LDL

O HDL (High Density Lipoproteins) é o colesterol bom. Substância necessária no organismo humano, pois forma a membrana que envolve as células, protege contra os ataques cardíacos, além de ser importante para o metabolismo das vitaminas lipossolúveis, incluindo as vitaminas A, D, E e K, entre outros benefícios.

Já o LDL (Low Density Lipoproteins) é o colesterol ruim. Este facilita a formação de placas de gordura veias e artérias e favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares.

Triglicérides

O nível alto de triglicérides está associado a um aumento no risco de doenças do coração, especialmente quando está associado a colesterol alto e outros fatores de risco. Além do excesso de gordura, uma dieta com excesso de carboidratos (especialmente açúcares) e calorias em geral faz a concentração de triglicérides no corpo aumentar. Um nível elevado também pode ser conseqüência de outras desordens, como diabetes não controlada.

Curiosidades

- A quantidade média de colesterol no sangue varia com a idade;
- Todos os alimentos que contêm gorduras animais possuem colesterol;
- Apesar de conter uma quantidade razoável de colesterol, o ovo praticamente não tem gordura saturada, por isso não faz mal;
- Não existe colesterol em nenhum produto de origem vegetal. Plantas apresentam um produto similar chamado de estigmaesterol, que não é absorvido pelo corpo humano;
- O colesterol é insolúvel em água e também no sangue;
- O colesterol é excretado do fígado na bile e é reabsorvido nos intestinos. Quando está mais concentrado, ele se cristaliza e é um dos principais constituintes da maioria das pedras na vesícula biliar.

Tudo que você precisa saber sobre depilação



Conheça as vantagens e desvantagens de cada método

Com a chegada da primavera, o calor, uma maior vontade de conforto e as roupas mais leves tomam conta do cenário urbano. Juntamente com isso surge a necessidade de se eliminar pela raiz um mal que assola mulheres e, atualmente, boa parte dos homens: os pêlos indesejáveis.

Hoje em dia existem muitos métodos de depilação, mas os únicos capazes de oferecer um resultado duradouro são o laser e a luz pulsada. Para o médico, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alberto Goldman, o número de pacientes que procuram a depilação a laser aumenta gradativamente. “A grande procura ainda é das mulheres, mas os homens já representam mais de 20% dos pacientes”, diz.
A técnica

No tratamento dos pêlos indesejados, o laser busca a melanina, principal pigmento do pêlo, e concentra sua energia no folículo piloso, eliminando-o após algumas sessões. “Com o desenvolvimento de novos equipamentos, o tratamento tornou-se mais efetivo, seguro e os custos mais acessíveis”, afirma Goldman. Além disso, com o surgimento de novos equipamentos e medicações anestésicas, o desconforto durante as sessões diminui bastante.
Na depilação, cada tipo de equipamento possui suas características e, conseqüentemente, apresenta resultados distintos. No caso do laser e da luz pulsada, esta moderna tecnologia médica em depilação representa a via mais segura, confortável, rápida e precisa no tratamento dos pêlos, tanto em homens, quanto em mulheres.

Método e resultados

Conheça as formas de depilação existentes e seus resultados.

LÂMINAS DE BARBEAR: Método prático e indolor. Por não extrair o pêlo desde a raiz, a duração varia entre 2 ou 3 dias. Pode deixar manchas na pele.

CREMES DEPILATÓRIOS: Este método consiste em enfraquecer o pêlo. O crescimento dos pêlos é rápido, pois também não remove a raiz.

APARELHOS ELÉTRICOS: Algumas pessoas não gostam desta técnica, pois dificulta a remoção de pêlos de alguns lugares como a virilha, por exemplo. Os pêlos demoram de 4 dias a uma semana para crescer novamente, mas este método não extrai os muito curtos.

CERA QUENTE e PINÇA: Doloroso e desconfortável. A duração é de 20 a 30 dias. Este método arranca os fios, mas não extrai as raízes.

ELETRÓLISE: Uma fina agulha cauteriza a raiz do pelo, fio a fio. O método é doloroso e possui riscos, porém representa uma alternativa para os pêlos brancos.

LASER E LUZ PULSADA: Necessitam várias sessões, mas gera pouco desconforto. Faz uma depilação prolongada e, em muitos casos, permanente.

Nova técnica para o tratamento da celulite



O adeus à celulite?

Médico gaúcho apresentou nova técnica para o tratamento da celulite

O número assusta, mas ao mesmo tempo, tranquiliza. Segundo estudos médicos recentes, 85% das mulheres apresentam algum grau de celulite após a puberdade. Porém, com o constante avanço da medicina, temos mais recursos e ferramentas para combater a inimiga número 1 das mulheres, a celulite. Até as mais céticas em relação à eficácia do tratamento deste problema podem ficar confiantes.

O cirurgião-plástico gaúcho Alberto Goldman, apresentou, durante o Congresso Americano de Cirurgia Plástica, em Chicago, uma nova técnica para o tratamento da celulite. Goldman, que teve o seu estudo publicado na prestigiosa revista Aesthetic Surgery Journal, defende a eficácia da combinação de duas técnicas já conhecidas: o laser minimamente invasivo e a injeção de gordura.
Para quem não sabe, a celulite é causada por bandas (aderências) de tecidos fibrosos que conectam a pele até as camadas mais profundas, como os músculos, por exemplo, causando essas depressões na pele. É o famoso aspecto de casca de laranja. É daí que vem o sucesso do tratamento criado pelo médico, já que ele atinge a gordura, a derme e as aderências, atuando diretamente onde está a celulite.

As técnicas que o médico utiliza nesse verdadeiro ataque à celulite é o do laser Nd:Yag mais a injeção de gordura autóloga (tecido da própria paciente). “Nas áreas elevadas, rompemos a gordura com o laser, nas fundas ou deprimidas realizamos o microenxerto de gordura da própria paciente”, relata Dr. Goldman. O profissional explica que o laser é conduzido por uma fibra ótica que fica dentro da microcânula de apenas 1 milímetro de diâmetro - três vezes menor do que a usada na lipoaspiração comum - e atua aquecendo e derretendo a gordura que, liquefeita, fica muito mais fácil de ser aspirada. “O laser Nd:Yag é conhecido por sua atuação na formação do colágeno, além de firmar o tecido e reduzir a gordura”, completa.

Para comprovar os efeitos de sua descoberta, Goldman coordenou o estudo que contou com a colaboração de renomados médicos americanos e testou a técnica em 52 mulheres - com idade entre 18 e 47 anos - que nunca tinham sido submetidas a tratamentos contra celulite. O grupo fez o tratamento a laser associado à injeção de gordura e foram acompanhadas por um período de três anos. Do total, 85% das pacientes afirmaram ter resultados entre o bom e o excelente. “O estudo mostrou que existem avanços com rigor científico e que podem beneficiar as mulheres portadoras de celulite. Veja bem, são avanços, não milagres”, alerta o médico.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carne vermelha



As carnes estão geralmente associadas a obesidade, colesterol elevado e até mesmo câncer, mas não há razão para fugir da carne vermelha: os especialistas garantem que todos podem comer o seu bife sem culpa. Segundo a nutricionista Eliana Pereira Vellozo, a carne bovina é uma excelente fonte de proteína, fornece todos os aminoácidos que necessitamos, inclusive os não produzidos pelo nosso organismo. É uma das principais fontes de ferro, zinco, vitamina B12, selênio e fósforo. E, ainda, boa fonte de niacina, vitamina B6 e riboflavina, nutrientes indispensáveis para um crescimento saudável. "Vale a pena mencionar que o ferro é fundamental para as nossas células de defesa, portanto sua carência está associada ao aumento de infecções e também à anemia", diz. 

A freqüência de consumo e o tipo de carne bovina definem o bem e o mal. O conselho da profissional é ingerir uma porção ao dia, três vezes por semana. "Nos outros dias devemos variar com carne branca, aves ou peixes", diz. Opte sempre por cortes magros, com menor teor de gordura, como patinho, maminha, músculo, lagarto, filé mignon, coxão duro e coxão mole. Atenção aos cortes mais gordos: acém, alcatra, contrafilé de costela, cupim, picanha, fraldinha e costela. "Esses cortes são ricos em gorduras saturadas e colesterol, propiciando o aumento de doenças cardiovasculares. Portanto, deve-se evitar seu consumo ou consumir em ocasiões esporádicas e de forma moderada." 

Evite o estresse do trânsito com alongamento e relaxamento



Não adianta sofrer. O trânsito das grandes cidades está cada dia pior e mais inevitável. O segredo para não penar muito nas horas diárias que se gasta dentro de um carro indo para o trabalho ou para casa é procurar alternativas que tornem esse período mais confortável. Os fatores de estresse são muitos: aquele motorista que entra à direita ou à esquerda sem sinalizar, a lentidão ou o trânsito parado, os atrasos gerados, o risco de ser assaltado ou perder o carro em uma enchente. "Isso sem falar nas buzinas, que causam uma irritação muito grande", afirmou o psicólogo clínico e consultor Marcelo Giorgis.

Mas se por um lado é impossível abrir mão de andar de carro, começar o dia estressado não é um bom negócio para ninguém. Então qual o segredo para tornar o período dentro do carro menos estressante? "Antes de mais nada devemos entender que estresse é uma reação absolutamente normal nos seres humanos. É um conjunto de reações químicas que prepara o organismo para enfrentar estímulos externos e ou internos e deixa o organismo apto para enfrentar as pressões. Por esse motivo, uma dose dele é absolutamente normal e útil. Quem não tem estresse é planta¿" disse o psicólogo.

A questão é que o estresse no trânsito começa a ficar perigoso para a saúde quando atinge níveis constantemente elevados e vem com sintomas. O segredo é que cada um encontre alternativas para controlá-lo antes que passe do limite aceitável. "Uma boa maneira de tolerá-lo seria não levá-lo tão a sério. Ninguém muda o trânsito. Não há nada que se possa fazer até que ele flua", disse o psicólogo.
 
Adaptação e paciência
 
Segundo ele, há duas regras para encarar o martírio diário de maneira saudável: a primeira é tentar se antecipar ao trânsito, saindo um pouco mais cedo de casa, o que evita uma série enorme de transtornos; a segunda é exercitar a paciência. "Entenda e aceite o trânsito como ele é, e não como gostaríamos que ele fosse. Não adianta ficar buzinando ou xingar a pessoa da frente. Nada disso alterará o ritmo do trânsito e, pelo contrário, só aumentará o seu estresse e o dos motoristas perto de você. Somando as duas regras, o nível de estresse cairá muito", afirmou Giorgis.

Aproveitar os longos minutos que se passa dentro do carro também pode ser inteligente. Uma das soluções apresentadas pelo professor Eduardo Okuhara Arruda, da disciplina de Corporeidade e Cultura Brasileira, da Faculdade de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo, é ouvir áudio-livros, de preferência com conteúdo tranquilo, ou gravações de relaxamento. Aprender um idioma no carro, ou praticá-lo, também é uma boa ideia. "Passe o tempo ouvindo suas músicas prediletas ou faça alguns alongamentos para os braços e mãos, e também movimentos lentos em 360 graus com o pescoço. Relaxe", disse Giorgis.
 
Dores físicas
 
E além da tensão por estar tanto tempo nas ruas, há os problemas físicos causados pelo excesso de tempo na mesma posição. Para evitar dores, é bom estar atento à postura e tentar amenizar a tensão provocada pelo trânsito com alongamentos simples. "Enquanto se dirige, praticamente todo o peso do corpo é distribuído para a pele que cobre o osso ísqueo, nas nádegas. O assento deve permitir mudanças frequentes de postura, retardando o aparecimento da fadiga e permitindo que você aproveite ainda mais o carro", afirmou Arruda.

De acordo com o profissional, o projeto inadequado de assentos obriga o condutor a adotar posturas erradas e cansativas que, mantidas por um longo tempo, provocam fortes dores localizadas. Almofadas e capas nos bancos também podem ser boa ideia. "A utilização desses recursos é muito pessoal. Trata-se de fazer um teste e observar se existem melhoras", disse.

Confira abaixo quais as dores localizadas no corpo provocadas por posturas inadequadas, segundo o professor Eduardo Okuhara Arruda:
 
1) Sentado com o encosto muito inclinado: terá dores nos músculos extensores do dorso.
2) Com o assento muito alto: terá dores nas partes inferiores das pernas, joelhos e pés.
3) Se e o assento estiver muito baixo: você sentirá dores no dorso e pescoço.
4) Braços esticados: durante o ajuste do assento em relação à distância dos pedais e volante, evite distâncias; você corre o risco de ficar com dores nos ombros e braços.
5) Empunhaduras inadequadas: fortes dores nos antebraços.

Conheça os produtos que mais causam intoxicação alimentar



Engana-se quem pensa que os surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTA) são exclusivos do verão. Podem ocorrer em qualquer época do ano e causar falta de apetite, náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e febre, além da possibilidade de atingirem o fígado (hepatite A) e as terminações nervosas periféricas (botulismo). Há um registro médio de 665 surtos por ano no Brasil, com 13 mil doentes, de acordo com o Ministério da Saúde. Por isso, é importante ficar atento à alimentação. 

Entre os produtos que mais provocaram problemas no País, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, estão ovos crus e mal cozidos (22,8%), carnes vermelhas (11,7), sobremesas (10,9%), água (8,8%), leite e derivados (7,1%). Uma pesquisa do Centro para Ciência no Interesse Público dos Estados Unidos, divulgada no blog Well, do jornal The New York Times, aponta os 10 principais vilões de lá nessa ordem: ovo, atum, ostra, batata, queijo, sorvete, tomate, brotos e frutas vermelhas.

Existem mais de 250 tipos de DTAs e a maioria é causada por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas. A lista de condições que favorecem a contaminação conta com erros de higiene pessoal, preparo com muita antecedência das iguarias e refrigeração inadequada.

Alguns gestos simples ajudam na prevenção, como lavar bem as mãos com água e sabão antes de preparar as refeições, verificar se os utensílios da cozinha estão limpos e checar o prazo de validade dos produtos.

Confira abaixo dicas específicas para cada tipo de alimento, apontadas pela nutricionista Alessandra Paula Nunes, professora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, de São Paulo:

Aves e ovos: As aves apresentam em seu sistema digestório a bactéria Salmonella, que pode contaminar o ovo e a carne. Sua eliminação depende da maneira de preparo do alimento. O ovo deve ser cozido ou frito, até que a gema fique dura. A carne tem de estar ao ponto ou bem passada.

Peixes e frutos do mar: Antes de consumi-los, observe o aspecto e o odor. Se notar algo diferente, assim como sabor estranho, despreze-os. Coloque-os sempre em local refrigerado, sem mantê-los por muito tempo em temperatura ambiente. Na hora de comprar frutos do mar, preste atenção na pessoa que os vende. "Se o manipulador estiver com roupas sujas, mãos, barbas e unhas compridas, prefira comprar o produto de outro fornecedor."

Frutas, verduras e legumes: Antes de consumi-los, deixe-os em solução de água com cloro (1 litro de água e 1 colher de sopa de cloro) por cerca de 15 minutos. Depois, lave-os com água potável. Há também alguns produtos industrializados específicos para higienização desses alimentos, que são práticos e seguros.

Cereais: A bactéria B. cereus pode ser encontrada em cereais, como arroz, farinhas e temperos secos. O cozimento em vapor sob pressão, a fritura e o ato de assar em forno a temperaturas superiores a 100º C a elimina. Se notar sinais de bolor, despreze todo o alimento. "Não adianta desprezar somente a parte que está embolorada, porque, provavelmente, todo o produto já está impróprio ao consumo."

Água: A opção potável, filtrada ou mineral, é a melhor, tanto para beber quanto para cozinhar. Caso use a água de torneira, a dica é fervê-la.

Leite: O risco maior está em consumir leite do mercado informal, já que não recebe tratamento para esterilização e conservação. A recomendação da nutricionista é consumir os do tipo longa vida, que, quando abertos, precisam ser armazenados na geladeira (por até três dias) ou como indicar o fabricante.

Derivados do leite: É preferível comprar os industrializados em vez dos caseiros. Quando quiser saborear sorvetes de massa, vendidos por quilo, fique atento aos pegadores que ficam na água. "Devem estar em água limpa e ser trocados constantemente."

Enlatados: O consumo de enlatados pode ocasionar o botulismo, transmitido pela toxina do Clostridium Botullinun, que, além dos sintomas gastrointestinais, pode causar problemas neurológicos. Para prevenir, verifique as latas e vidros. Se estiverem estufados ou, se ao abrir, observar sinal de presença de ar, descarte o alimento. 

terça-feira, 27 de julho de 2010

O fim da sinusite

 Quando o frio chega e a umidade dá uma trégua, abrem-se as portas para micróbios que levam à sinusite. E haja dor de cabeça, congestão nasal... Conheça todas as saídas para se livrar desse aperto. 

Respire fundo. Estamos naquele período do ano em que o nariz sofre - e como sofre! Casacos guardados durante meses finalmente saem do armário, o ar está mais seco e a poeira voa livre, leve e solta por todos os cantos. Para piorar, a gente tenta esquentar o corpo se amontoando em locais fechados, um prato cheio para a proliferação de vírus e bactérias. Assim, está armado o circo para que as doenças respiratórias promovam seu show. Nesta época, gripes e resfriados dão o ar da graça e a rinite ataca, deixando as vias aéreas expostas a toda sorte de inflamações. Aí, basta um micro-organismo mais esperto aproveitar a brecha e pronto: instala-se a sinusite - ou rinossinusite, como preferem os especialistas. “É muito raro ocorrer a sinusite sem uma rinite”, justifica Antônio Douglas Menon, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Quem já enfrentou o problema conhece os sintomas: a cabeça fica pesada e o rosto parece que vai explodir.Sem falar naquela secreção esverdeada que sai do nariz. Mas a doença às vezes dá sinais menos óbvios. “Rouquidão e tontura também podem ser indícios”, exemplifica o otorrinolaringologista Fernando Chami, do Centro de Pesquisa e Estudo da Medicina Chinesa, em São Paulo. Até dor de dente a sinusite, como ainda é popularmente conhecida, pode provocar.

Todo esse mal-estar ocorre porque os seios da face - as cavidades que ficam no interior dos ossos, ao redor do nariz, da maçã do rosto e dos olhos - entopem. Daí, abrir caminho para que o ar circule tranquilamente pelos seios da face nem sempre é tarefa fácil. Felizmente, a ciência tem trabalhado para desenvolver novas soluções para dar fim a esse sufoco. A equipe do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, na capital paulista, acaba de trazer ao Brasil uma cirurgia criada nos Estados Unidos, parecida com o procedimento usado para desentupir artérias do peito: a sinuplastia com balão. “É mais uma ferramenta para combater a rinossinusite”, acredita o otorrinolaringologista João Flávio Nogueira, que já testou o método em 12 pacientes. Menos agressiva do que a cirurgia tradicional, ela seria recomendada para crianças, idosos ou aqueles que não podem se expor a sangramentos, por exemplo.

“É importante frisar que a nova técnica não é a solução para todos os problemas”, pondera João Flávio Nogueira. Ou seja: embora a sinuplastia apresente bons resultados - os pacientes que fizeram o teste passam muitíssimo bem -, o método requer indicações precisas, e nem sempre é a melhor escolha. A cirurgia tradicional, que como a nova operação também é guiada por videoendoscopia, continua cumprindo eficientemente o papel de desobstruir os seios paranasais - para isso, os tecidos que estão bloqueando as cavidades são cortados e removidos. “Hoje, ela melhora a qualidade de vida dos pacientes em cerca de 85% dos casos crônicos”, aponta Renato Roithman, presidente da Academia Brasileira de Rinologia. A intervenção cirúrgica, é bom lembrar, só entra em cena em casos graves ou quando todas as possibilidades de tratamento clínico falham.

 

Castanhas um punhado de muita saúde

  
Saúde na dose certa: incluir a combinação abaixo no seu dia a dia satisfaz o paladar e deixa os vasos mais relaxados.


1 Castanha-do-pará tem:
 

Calorias - 35
Gordura saturada - 0,8 g
Gordura monoinsaturada - 1,2 g
Gordura poli-insaturada - 1,2 g
Selênio - 200 a 400 mcg
Vitamina E - 0,38 g
Zinco - 0,23 g
 
A porção é pequena mesmo e há um motivo para isso. Uma única unidade nativa da Floresta Amazônica brasileira já supera a recomendação diária de selênio, que é de 55 miligramas para adultos saudáveis. “O limite máximo é de 400 microgramas”, enfatiza Silvia. Os exageros fazem mal: podem enfraquecer unhas e cabelos, além de deixar o hálito com cheiro de alho. “Já em medidas adequadas, o selênio participa da produção dos hormônios da tireoide, melhora o sistema imunológico e até reduz o risco de câncer”, diz a nutricionista. Atualmente, o maior produtor dessa semente, que também pode ser chamada de castanha-do-brasil ou castanha-da-amazônia, é a Bolívia.

2 Nozes têm:


Calorias - 65,4
Gorduras saturadas - 0,6 g
Gorduras monoinsaturadas - 0,9 g
Gorduras poli-insaturadas - 4,7 g
Magnésio - 15,8
Zinco - 0,3 g
Potássio - 44,1 g

O fruto da nogueira é provavelmente a mais pesquisada das oleaginosas. “Estudos publicados em diversas partes do mundo esclarecem os benefícios das nozes para a saúde”, afirma o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Univesidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, em seu livro Alimentos Funcionais na Nutrologia Médica (Editora Ottoni). Elas fornecem boas pitadas de magnésio, indispensável para quem deseja combater a fadiga e resguardar os ossos. Só não dá para exagerar por causa dos níveis de gordura — entre as suas companheiras de kit, as nozes são as que apresentam maior quantidade da versão poli-insaturada, que é, sim, benéfica, desde que não haja exageros.

 6 Amêndoas têm: 


Calorias - 41
Gorduras saturadas - 0,3 g
Gorduras monoinsaturadas - 2,2 g
Gorduras poli-insaturadas - 0,9 g
Vitamina E - 1,9 mg
Fósforo - 35 mg
Potássio - 51 mg

Garantem os cientistas que uma porção de amêndoas pode reduzir o LDL em 3%. E, o melhor, sem alterar o peso. Elas apresentam quantidades consideráveis da vitamina E alfatocoferol, que é a forma desse nutriente mais bem absorvida pelo corpo. Uma curiosidade: segundo o nutrólogo Edson Credidio, um estudo realizado no King’s College, em Londres, mostra que nem toda a gordura dessas oleaginosas é absorvida pelo organismo. Isso porque, durante a mastigação, não conseguimos romper todas as paredes das células da amêndoa, que participam da absorção do nutriente. O resultado leva à suspeita de que o alimento teria menos calorias do que o imaginado.

3 Castanhas de caju têm:


Calorias - 43
Gorduras saturadas - 0,68 g
Gorduras monoinsaturadas - 2 g
Gorduras poli-insaturadas - 0,58 g
Fósforo - 36 mg
Magnésio - 19,5 mg
Potássio - 42,3 mg

Não confunda: a castanha é o fruto do cajueiro, não o caju em si. Aliás, eis uma planta genuinamente brasileira. “Em terras nacionais, seu cultivo se concentra no estado do Ceará”, conta Antônio Teixeira, engenheiro agrônomo da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza. Só que hoje ocupamos o terceiro lugar no ranking dos produtores, atrás de Índia e Vietnã. Do quarteto que ilustra esta página, a castanha de caju é a campeã em gorduras monoinsaturadas — em três unidades você encontra 2 gramas. Sem falar que ela brinda o organismo com fósforo, que ajuda a prevenir a osteoporose, e potássio, essencial para equilibrar o ritmo dos batimentos cardíacos.

Dor no Calcanhar - Conheça a Fasciite plantar



Cerca de 10% da população mundial apresenta a fasciite plantar.

Quem nunca ouviu a expressão “calcanhar de Aquiles”? O que pouca gente sabe é que ela remete ao herói Aquiles que, segundo a mitologia grega, era um homem muito forte, exceto por um ponto fraco: o calcanhar.
Lendas à parte, o certo é que o calcanhar é um ponto muito vulnerável mesmo. Tanto que ele pode ser o local de várias doenças. A mais frequente, sem dúvida nenhuma, é a fasciite plantar. Uma inflamação na camada de tecido mole localizada na região inferior do osso calcâneo e que atinge cerca 10% da população em pelo menos um momento da vida, garantem as pesquisas médicas.

“Essa é a causa mais comum de dor nos pés em adultos. Provavelmente acontece por uma fissura degenerativa mecânica por pressão direta no local durante a marcha ao longo da vida, ou seja, na origem da fáscia, região do calcanhar inferior e medial. É mais comum em pessoas com excesso de peso, atletas, mulheres e em quem tem a pisada pronada (aquela que toca o solo com a parte externa do calcanhar e rola o pé excessivamente para dentro). Existem inúmeras pesquisas demonstrando também haver um encurtamento do tendão da panturrilha como causa da dor”, explica o ortopedista, Vicente Carlos F. Macedo.

Segundo o médico - que atende, em média, dois casos por dia no consultório - a aparição dos sintomas é lenta e não está relacionada a quedas ou torções. O principal sintoma da fasciite plantar é a dor no calcanhar ao andar e ao ficar em pé. Normalmente ocorre ao se levantar e apoiar completamente o pé no chão, pois na posição de descanso, a fáscia está relaxada, porém, ao dar os primeiros passos, ela é alongada. “Para um diagnóstico, o médico perguntará se a parte de baixo do pé ou do calcanhar está sensível e se existe dor ao alongar a sola do pé. Para a confirmação é necessário um exame de raio-X “, afirma Vicente.

O médico garante que a melhor maneira de evitar a dor é usando calçados de boa qualidade e no tamanho apropriado. Essas dicas são ainda mais importantes durante o exercício ou longas caminhadas sobre superfícies duras. Além disso, “o alongamento do tendão calcâneo sempre garante uma boa qualidade de vida e evita recidiva da dor no dia-a-dia”, complementa.

Dicas para tratar o problema:

• Faça compressas de gelo por oito minutos.
• O médico poderá prescrever medicamentos antiinflamatórios para diminuir a dor e a inflamação.
• O uso tênis e palmilhas pode melhorar o amortecimento do pé.

O médico poderá encaminhar o paciente para a fisioterapia, com o objetivo de alongar a fáscia plantar e fortalecer a musculatura da parte inferior da perna, que estabiliza o tornozelo e o calcanhar.

Quando o calcanhar estiver dolorido, o paciente deve descansar o máximo que puder.

Lesões nas mãos afetam principalmente mulheres



Atividades repetitivas são principais causas de doenças nos dedos.

Travamento, estalidos, nódulos e dor nos dedos das mãos podem ser sintomas de uma doença que tem crescido nos últimos tempos e afeta principalmente as mulheres, em especial após os 35 anos e nos períodos de gestação. Durante a gestação normalmente é transitório, podendo ser de difícil tratamento após os 35 anos. Nesta fase a cirurgia é o tratamento definitivo.

dedo-gatilho 
De nome complicado, a tenosinovite estenosante, também conhecida como ‘dedo em gatilho’, tem sido diagnosticada com frequência nos consultórios médicos.

“A doença envolve os tendões que passam por túneis (polias) dentro dos dedos. Se houver a formação de um nódulo no tendão ou ocorrer um edema na bainha que o envolve, ele então se tornará mais largo, ficando comprimido nesses túneis. Conforme a pessoa mexe os dedos, ela irá sentir um estalo ou escutar um barulho na mão. Nos casos mais graves o dedo pode até travar flexionado”, explica o ortopedista Vicente Carlos Franco Macedo.

Estudo sobre o tema, publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, da SBOT, comprova a predominância da doença em mulheres (85%), com idade entre 23 e 83 anos. Sendo que os dedos mais afetados foram o anular (57%) e o médio (42%), principalmente da mãe direita (72%). Todos os pacientes avaliados eram destros.

Todos esses números reforçam os movimentos repetitivos como uma das principais causas da doença. “Esses pacientes tem profissões ligadas ao uso repetitivo de movimentos das mãos, como no caso de digitadores e costureiras”, relaciona o médico, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT.

Neste grupo de maior incidência estão ainda operadores de caixa registradora, trabalhadores de linha de montagem, profissões ligadas ao uso do computador, entre outras que exigem o uso excessivo das articulações dos dedos. “Por estas características, o dedo em gatilho é classificada como lesões por esforços repetitivos (LER) ou as lesões por traumas cumulativos (LTC) e consta na relação de doenças do trabalho”, apresenta.

Segundo o médico, algumas doenças também são consideradas como responsáveis pelo desenvolvimento desse tipo de tenosinovite, como a artrite reumatóide, diabetes, hipotireoidismo e algumas infecções (tuberculose, infecções fúngicas, etc.)

“O tratamento mais indicado para ‘dedo em gatilho’ é a infiltração local com esteróides e o repouso das articulações. Em casos mais graves, pode ser necessário um procedimento cirúrgico que consiste na abertura da bainha daquele dedo”, explica o ortopedista.

Prevenção

A prevenção pode ser feita pela substituição de alguns equipamentos, como uso de grampeador elétrico, carimbos acolchoados, luvas de gel e também exercício de alongamento, musculação e relaxamentos para mãos e dedos. “Alguns minutos de alongamento durante o trabalho ajuda a relaxar os tendões. Este hábito pode prevenir diversos problemas ligados ao esforço repetitivo”, orienta Vicente.

Nova técnica acelera recuperação de tecidos e cartilagens



Plasma rico em plaquetas vem sendo adotado em cirurgias ligadas a medicina esportiva.

O plasma rico em plaquetas, ou simplesmente PRP, é a nova técnica regenerativa usada para acelerar a regeneração de tecidos musculares, tendões e cartilagens lesionados. Por estas características têm sido muito utilizado na medicina esportiva e ganhou destaque após aplicação em atletas de futebol americano, nos EUA, bailarinos e artistas, inclusive brasileiros.

Não há uma certeza da origem desse tratamento. Porém, alguns registros indicam que os primeiros a aplicar essa técnica foram os dentistas espanhóis, em 2001. Somente após alguns anos o método passou também a ser usado por ortopedistas do mundo inteiro.

Entre os defensores da aplicação do PRP está Vicente Carlos Franco Macedo, médico membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. De acordo com o ortopedista, o plasma rico em plaquetas contribui significamente na cicatrização dos tecidos operados.

“O PRP é retirado na hora da cirurgia do próprio paciente. Colhemos o sangue, centrifugamos e depois usamos apenas a parte das plaquetas que se separam da parte vermelha na centrifugação. Em seguida, é injetado diretamente na área da lesão ou cirurgia. A alta concentração de plaquetas catalisa o crescimento de novas células. Parece também que atua potencializando a cicatrização e vascularização”, explica.

Estudos recentes demonstram algumas patologias que estão sendo beneficiados com uso do PRP. Entre elas estão lesões tendinosas de uma maneira geral (epicondilite lateral e medial do cotovelo, tendinite patelar, lesões do manguito rotador do ombro, lesões do tendão de Aquiles), algumas lesões ligamentares do joelho e ainda casos de artrose.

“Outro fator favorável ao uso PRP é que não existe chance de rejeição, uma vez que é retirado do próprio paciente. Além de proporcionar menor tempo de internação, com recuperação mais rápida e sem cicatrizes”, aponta o médico.

Assessoria de imprensa Dr. Vicente C. F. Macedo

Conjuntivite alérgica aumenta no inverno



Agentes irritantes como fumaça e ácaros podem causar a doença.

O inverno chegou e com ele o aumento das chamadas “doenças de inverno”. As mais comuns são as alergias causadas pelo tempo seco e pelo contato com ácaros por meio de cobertores e roupas da estação que estavam guardadas. Uma doença comum durante todo o ano, mas que aumenta nesse período é a conjuntivite alérgica.

Consequência de reações alérgicas na membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra, a doença provoca uma inflamação. De acordo com o oftalmologista André Rangel, membro da Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a exposição a ácaros pode provocar esse tipo de conjuntivite e as pessoas mais propícias a desenvolverem a doença são as que têm histórico de alergias.

Olhos vermelhos, coceira e lacrimejamento são os principais sintomas da inflamação. Alguns cuidados podem evitar o problema: “Lavar a mão e o rosto várias vezes ao dia e expor ao sol os acessórios de inverno que estavam guardados. No entanto, a melhor prevenção é detectar e afastar o agente causador da alergia, além de evitar sempre coçar os olhos, para não causar outros problemas oculares”, explica.

“Sempre procure um oftalmologista, para o correto diagnóstico e tratamento de acordo com o caso, pois olho vermelho é comum em várias doenças oculares”, alerta ainda o médico.

Castanhas um punhado de muita saúde

 Uma porção diária de nozes, amêndoas e afins garante um coração mais protegido, combate o envelhecimento precoce e ajuda a aplacar a fome. 


Difícil deixar de associá-las a celebrações. Castanhas, amêndoas e nozes não podem faltar a qualquer mesa de aperitivo que se preze. Por influência dos países do hemisfério norte, onde a colheita acontece no outono e no inverno, os brasileiros também criaram o hábito de devorá-las nas festas de fim de ano. Mas, apesar de acompanharem a comilança de doces e petiscos gordurosos, essas oleaginosas estão longe de comprometer a saúde. Ao contrário. Não é de hoje que a ciência investiga - e comprova - seus benefícios para o organismo.

Um levantamento que acaba de ser conduzido na Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, sugere que a ingestão diária de 67 gramas de castanhas e companhia, o que dá aproximadamente dois punhados, reduziria o LDL, o mau colesterol, em 7,4%. As concentrações de triglicérides chegaram a cair até 10%. “Isso é resultado da grande quantidade de gorduras monoinsaturadas que esses alimentos fornecem”, explica Joan Sabaté, chefe do Departamento de Nutrição da universidade, que revisou 25 estudos sobre o assunto, realizados em sete países.

Esse ácido graxo, presente também no azeite de oliva, é responsável por varrer as moléculas de colesterol das artérias e nos proteger de infartos e derrames. “Ele deve corresponder a 20% de todas as calorias que uma pessoa consome”, afirma a nutricionista Anna Carolina Di Creddo Alves, do Instituto do Coração, em São Paulo.

Os especialistas brasileiros só discordam da pesquisa americana em um ponto: a quantidade. “Não há dúvida de que as oleaginosas entram na lista de boas escolhas alimentares, mas 67 gramas todos os dias, para alguns, pode ser um exagero”, acredita Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração, na capital paulista. Assim, justifica o médico, fica difícil balancear a dieta. “O ideal seria comer no máximo 30 gramas, para não aumentar demais o consumo de gordura nem de calorias”, recomenda a nutricionista Silvia Cozzolino, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. E não faltam registros de que, mesmo em doses menos generosas, a turma das castanhas é capaz de manter o coração batendo cheio de vigor. Para facilitar a sua vida, seguimos as orientações desses experts e preparamos um kit cheio de vitaminas, minerais e gorduras do bem. Além de saboroso, ele fornece menos de 200 calorias e garante sua dose diária de saúde aonde quer que você vá.

Já existem indícios de que a gordura monoinsaturada, que se tornou célebre por brecar o surgimento de doenças cardiovasculares, pode acelerar o processo de emagrecimento. Mais que isso: o ácido graxo presente nas oleaginosas agiria diretamente na barriga. Universidades europeias mostraram, por exemplo, que 2 colheres de azeite de oliva deixam a silhueta mais fina. E essa não é uma questão meramente estética. O tecido gorduroso que se acumula na região abdominal contribui para o surgimento do diabete e, ao lado da hipertensão e do colesterol alto, faz parte de um conjunto de problemas que recebeu o nome de síndrome metabólica - um mal que diminui a expectativa de vida e tem deixado os médicos alertas. “A monoinsaturada age contra processos inflamatórios em geral, como aqueles envolvidos na obesidade”, explica a nutricionista Daniela Jobst, de São Paulo.

Ao prescrever que seus pacientes acrescentem algumas unidades de nozes e castanhas à dieta, não é incomum que se recomende comê-las antes das refeições. “As gorduras costumam demorar mais para ser digeridas pelo organismo, por isso prolongam a sensação de saciedade”, afirma a nutricionista gaúcha Vera Rocha Barone, que pesquisou as nozes em seu doutorado, na Universidade de Grenoble, na França.

O kit diário proposto aqui ainda está cheio de substâncias que combatem os radicais livres, aquelas moléculas que se formam naturalmente ao longo da vida e provocam o envelhecimento das células. “O selênio e a vitamina E apresentam uma capacidade antioxidante significativa”, ressalta Silvia Cozzolino. Você também vai encontrar ali boas porções de minerais como fósforo, magnésio e zinco, necessários para que o corpo funcione corretamente da cabeça aos pés. “Pouca gente se lembra de falar, mas essas oleaginosas são ricas em arginina, que ajuda a dilatar os vasos e melhorar a imunidade”, acrescenta Jobst.

Quem carrega o combinado de oleaginosas também leva consigo quantidades consideráveis de proteínas e fibras. Mas atenção: elas não são o que podemos chamar de fontes legítimas desses ingredientes, portanto jamais poderão substituir carnes, frutas e hortaliças nesses quesitos. Antes de preparar o seu estoque de nozes e castanhas, preste atenção em algumas estratégias para aproveitar melhor tudo o que elas oferecem: o ideal é guardá-las na geladeira, de preferência em um recipiente fechado. Dessa forma, você evita a oxidação das gorduras. “Quando isso acontece, dá para notar porque o sabor fica alterado, rançoso”, diz a nutricionista Vera Rocha Barone. O fogo também pode fazer com que alguns benefícios evaporem. “O selênio, por exemplo, não resiste no forno a mais de 150 graus”, avisa Silvia Cozzolino.

O nutrólogo Daniel Magnoni lembra de algo fundamental para aqueles preocupados com os assuntos do coração: a indústria costuma acrescentar sal a esses produtos vendidos como aperitivo. E, aí, comer demais é dar um tiro no pé. O sódio é uma verdadeira bomba para as artérias e nós, brasileiros, já comemos além da conta. Olhe bem nos rótulos e escolha as versões menos salgadas. De bônus, você passa longe da hipertensão.

Na verdade, o direito ao excesso não deve ser concedido a ninguém que preza por uma saúde sempre em equilíbrio. E isso não vale somente para as nozes e castanhas. “A ingestão exagerada de qualquer alimento resulta em sobrepeso e, às vezes, obesidade”, reforça Joan Sabaté, o líder da pesquisa americana. No caso das oleaginosas, ele considera preferível que elas substituam alimentos ricos em gordura saturada ou os muito calóricos. Em outras palavras: quando você troca o salgadinho e o refrigerante por uma porção como essa que preparamos, o corpo todo fica em festa.

Não esqueça as nozes e as castanhas no armário por muito tempo. Em contato com o calor e o oxigênio, perdem-se consistência, sabor e, principalmente, seus nutrientes.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Osteoartrose deve afetar 50% dos idosos nos próximos anos



É fato. A população brasileira está envelhecendo e cada vez mais rápido. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a população idosa em 2050 chegará a 172,7 idosos para cada 100 crianças. Pelos cálculos do instituto, a população idosa ultrapassará a infantil em 2036. Anteriormente, o IBGE projetava essa mudança apenas em 2049.

Para evitar a degeneração física estrutural e chegar à terceira idade com qualidade de vida, os idosos precisam tomar alguns cuidados. De acordo com vários estudos, metade dos idosos acima de 65 anos terão a osteoartrose. “Esta patologia caracteriza inicialmente pelo amolecimento da cartilagem articular, sendo que, a longo prazo pode ocorrer a destruição total dela”, informa o médico ortopedista, Vicente Carlos Franco Macedo. Quando afeta os membros superiores gera menos impacto na qualidade de vida do paciente, porém quando a artrose acontece em joelhos ou quadris pode se tornar incapacitante.

A atividade física é o recurso mais indicado para minimizar a perda da massa muscular e, consequentemente, fortalecer ossos e articulações. Cada articulação possui uma cápsula com uma membrana sinovial que produz um líquido para lubrificá-la. A musculatura forte ajuda nesta lubrificação e produção constante de líquido sinovial. Portanto, a artrose pode acontecer se houver déficit na produção deste líquido.

Mas é preciso cuidado ao praticar exercícios. “Antes de começar e na fase final de cada exercício é de suma importância o alongamento, para evitar lesões tipo overuse”, afirma o ortopedista. A prática regular de exercícios físicos estimula várias funções do organismo mantendo uma boa qualidade de vida permanente, já que estamos vivendo cada vez mais.

Tratamento

Além de medicação adequada é necessário avaliações ortopédicas e cardiológicas. “O exercício físico proporciona um aumento na aptidão física do idoso, induzindo ainda a mudanças no controle neural, no sistema cardiovascular, respiratório, endócrino e outros”, explica o médico.

Segundo o ortopedista, os exercícios devem ser realizados com acompanhamento de um profissional capacitado, sendo que os mais indicados são os aeróbicos, caminhada, esportes em geral e até mesmo jogos como xadrez, dominó. “Podemos considerar que a atividade física faz parte de um programa completo e preventivo, sendo adaptáveis a cada indivíduo”, conclui.

Cuidados com o piercing oral - língua



Um piercing na língua pode levar de quatro a seis semanas para cicatrizar. Já os lábios podem levar entre um e dois meses. Durante este período de cicatrização, aqui está o que você deve fazer:

• Evite bebidas alcoólicas, alimentos picantes, duros ou pegajosos;
 
• Não fume ou use produtos à base de tabaco;
 
• Escove após todas as refeições e faça um bochecho com enxaguante bucal, como por exemplo - Listerine;
 
• Lavar a boca freqüentemente com água morna e sal.
 
• Coma alimentos macios. Consulte o seu dentista sobre tomar vitaminas para promover a cicatrização mais rápida;
 
• Faça uma visita com o seu dentista se você suspeitar de um problema ou tem uma preocupação. É crucial para os dentistas verificarem os seus dentes, gengivas, língua e tecidos moles e diagnosticar quaisquer problemas.

Sinais de advertência após ter feito o piercing oral

Se você notar qualquer um dos seguintes sinais após fazer um piercing oral, entre em contato com um profissional de saúde imediatamente:

• Se a áera do piercing estiver amarelada ou esverdeada [Nota: Esbranquecimento é normal];
 
• Cicatriz ou tecido espesso/escurecido acumulado-se redor do piercing;
 
• Aumento da vermelhidão, dor, inchaço e sensibilidade;
 
• Sangramento após a cicatrização do piercing;
 
• Febre baixa persistente após colocado o piercing.

Problemas causados pelo piercing oral [língua, lábio e bochecha]



Embora o piercing na língua, lábios e bochecha possam parecer atraentes para alguns, há uma série de riscos relacionados com a saúde associados à eles, incluindo:

Infecções - As feridas criadas pelo piercing, a grande quantidade de bactérias na boca, e com a introdução de outras bactérias no manuseamento jóias contribuem no aumento de risco de infecções.
 
Transmissão de doenças - Piercing oral é um potencial fator de risco para a transmissão dos vírus de herpes e da hepatite B e C.
 
Endocardite - Por causa da ferida criada pelo piercing, há uma chance de que bactérias entrem na circulação sanguínea e levar ao desenvolvimento de endocardite - uma inflamação das válvulas do coração - em certas pessoas com subjacente (e muitas vezes não diagnosticada e sem sintomas) problemas cardíacos.
 
Nervo danificado / sangramento prolongado - Dormência ou perda de sensibilidade no local da perfuração ou problemas de movimentação podem ocorrer se nervos foram danificados. Se os vasos sanguíneos são perfuradas, pode ocorrer sangramento prolongado. Inchaço na língua podem ser graves o suficiente para bloquear as vias respiratórias dificultar a respiração.
 
Doença da Goma - Pessoas com piercings orais [especialmente com jóias de haste longa] têm um chance maior de contraírem doença da goma do que as pessoas sem piercings. As jóias podem entrar em contacto com a goma de tecidos causando lesões, bem como uma recessão da goma de tecidos, o que pode levar a perder os dentes.
 
Os danos aos dentes - Os dentes que entram em contato com a jóia da boca podem trincar ou quebrar. Um estudo relatou que 47% das pessoas usando jóias de haste longa por 4 ou mais anos tinham pelo menos um dente danificado.
 
Dificuldades nas funções orais dentárias - Podem resultar em dificuldade na mastigação, engolir alimentos e falar claramente. Isto porque a joalheria estimula uma produção excessiva de saliva. Sialorréia temporária ou permanente é outra conseqüência do aumento da produção de saliva. Sabores também podem ser alterados.
 
Reação alérgica ao metal - Uma reação de hipersensibilidade [denominado dermatite] para o metal na joalheria pode ocorrer em algumas pessoas.
 
Aspiração das Jóias - Jóias que ficam soltas na boca podem causar asfixia e, em caso de ingestão, pode resultar em prejuízo para o sistema digestivo e pulmões.

Se já está certo da decisão que colocar o piercing oral apesar destes riscos, considerar as seguintes sugestões quando à procura de um Body Piercing/Estúdio:

- Pergunte aos seus amigos que tiveram ou possuem piercing na língua, lábios ou bochechas, se não sofreram consequências posteriores e se recomendam um profissional competente.
 
- Visite o estúdio e certifique-se que tem uma aparência limpa, especialmente na área onde o piercing é feito. Pergunte se eles usam materiais/instrumentos esterilizados e/ou descartáveis. O uso de luvas descartáveis também é necesário.
 
- Peça para ver os Certificados Sanitários do estúdio.
 
- Veja se todas as agulhas, assim como os pregos, aros e jóias são mantidos em embalagens esterilizadas.
 
- Será que todos os agentes envolvidos na piercings vacinados contra a hepatite B? Deveriam ser.

Dicas de como prevenir quedas



Conforme vamos envelhecendo nosso corpo vai se transformando: os pêlos que nasceram na puberdade vão caindo, nossa pele que já teve muitas espinhas agora mostra manchas e rugas, e nossos dentes, assim como na infância, começam a cair novamente.

Essas são apenas algumas das mudanças pelas quais o nosso organismo passa ao longo da vida. Eu não as considero negativas, pois acho que elas apenas fazem parte do nosso ciclo vital, é natural.

Contudo, além das alterações visíveis, existem também as que não vemos assim tão facilmente, e que podem ser causadas por problemas em alguma parte da nossa complexa estrutura, como a Doença de Parkinson - no cérebro - e a osteoporose - nos ossos.

O que essas doenças têm em comum é o risco de queda. As características de cada dessas doenças colocam as pessoas no grupo de risco de quedas, pois uma pessoa com Parkinson realiza os movimentos mais lentamente e tem dificuldade em fazer movimentos simultâneos, e uma pessoa com osteoporose tem os ossos mais frágeis, o que aumenta o risco de fraturas.

Em ambos os casos medidas preventivas precisam ser tomadas, pois com a queda podem vir problemas mais sérios, como as fraturas, os traumatismos e até mesmo a morte. E para evitar tudo isso, as mudanças devem começar em casa:

Adaptando o ambiente

Medidas preventivas e de segurança para evitar quedas em ambientes internos:

Em toda a casa

• Procure manter a casa sempre bem iluminada.
• Instale luz de vigília no corredor - pequena lâmpada ligada na tomada.
• Mantenha os fios elétricos e extensões fora da área de circulação prendendo-os, por exemplo, nas paredes.
• Retire todos os tapetes dos cômodos. Caso isso não seja possível, fixe antiderrapante neles.
• Deixe os ambientes com o mínimo de objetos possíveis, assegurando dessa forma espaço livre para caminhar.
• Evite encerar o piso da casa.
• Evite deixar objetos soltos no chão.
• Fique atento aos animais domésticos, pois eles podem nos desequilibrar.
• Instale corrimão nos dois lados das escadas.
• Coloque faixa antiderrapante nos degraus
• Coloque protetores nas quinas dos móveis.
• Evite prateleiras muito altas ou baixas.
•Organize sempre o quintal, evitando o acúmulo de folhas e flores úmidas no chão.

Sala

• Arrume os tacos soltos.
• Utilize cores claras nas paredes para aumentar a iluminação.
• Retire móveis que você perceber que são um obstáculo à passagem.
• Prenda os móveis, como estantes e racks, na parede, assim eles poderão ser usados de apoio caso você escorregue.

Cozinha

• Arrume os objetos que que são mais utilizados em locais de fácil acesso e os que são pouco utilizados nos armários superiores.
• Utilize as prateleiras que você alcança sem precisar subir em banquinhos ou escadas.
• Instale o forno microondas em locais de fácil acesso, e nem muito baixo e nem muito alto.

Quarto

• Deixe sempre uma luminária na cabeceira da cama, caso queira levantar a noite.
• Procure utilizar uma cama com altura entre 55cm e 65cm, de forma que quando estiver sentado você consiga apoiar seus pés no chão.
• Mantenha uma cadeira ou poltrona no quarto, assim você poderá se sentar quando for colocar meias, sapatos e calças.

Banheiro

• Instale um assento elevador para vaso sanitário - suporte que aumenta a altura da privada.
• Utilize pisos antiderrapantes e deixe-os sempre secos.
• Coloque barras de apoio fixas ao lado do vaso sanitário e do box.
• Utilize sempre tapetes antiderrapantes e com ventosas.

Objetos pessoais

• Evite andar apenas de meias pela casa.
• Utilize calçados com sola antiderrapante.
• Prefira chinelos e sandálias com elásticos na parte traseira.
• Use uma bengala com ponta emborrachada, caso você sinta que seu equilíbrio está ruim, e procure um médico rapidamente.
• Faça visitas periódicas ao oftalmologista, para saber se o grau de seus óculos estão corretos.
As adaptações e modificações ambientais são muito eficazes na redução de riscos ambientais, contudo é sempre necessária a avaliação de um terapeuta ocupacional.

Outono aumenta número de atendimentos nos hospitais



Período é marcado pela maior incidência dos problemas respiratórios, principalmente nas crianças.
Até o dia 20 de junho, o Brasil permanece na estação de outono. O período com dias mais frios, clima seco e baixa umidade do ar provoca problemas respiratórios, além de aumentar os casos de alergia, causados pela maior incidência de vírus no ar.

Por isso, nesta época, os hospitais registram aumento nos atendimentos, principalmente de crianças. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o pediatra Gilson Martins Fayad, do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, revela que com a chegada da estação aumenta a incidência de gripes, resfriados, pneumonias, bronquiolites (em crianças pequenas), doenças alérgicas como as rinites e também a asma .

“Com temperaturas mais baixas, as pessoas normalmente tendem a ficar em locais fechados e pouco ventilados. Aglomeram-se e gastam mais energia para manter a temperatura do corpo, criando um ambiente propício para proliferação de microorganismos”, explica o médico ao alertar que é preciso ficar atento aos sintomas como garganta “arranhando”, nariz escorrendo e dor no corpo.

Segundo o pediatra, para diminuir, ou até mesmo evitar, essas doenças é importante manter uma alimentação saudável rica em verduras, frutas e legumes. “Além disso, é fundamental tomar bastante água para facilitar a eliminação de secreções que os pulmões produzem diariamente e eliminam na forma de vapor. Manter a casa e o ambiente arejados, livres de poeira e sujeira. Se agasalhar bem e manter a vacinação em dia é muito importante, destaca Fayad.

Doenças mais comuns

O pediatra do Santa Genoveva classifica as principais doenças desta estação. Confira:

Resfriado - Inflamação e infecção aguda do nariz e garganta, causadas por vírus. A baixa resistência do organismo pode predispor ao contágio.

Gripe - Também causada por vírus, a gripe é uma infecção mais grave do que o resfriado. É contagiosa e dura em média de quatro a dez dias. Entre as complicações estão a bronquite e a pneumonia.

Laringite - Inflamação da laringe, geralmente causada por vírus ou bactéria. Os sintomas são febre baixa ou moderada, rouquidão, tosse seca e dor de garganta.

Asma - Doença pulmonar alérgica, cujos sintomas são chiado no peito e dificuldade para respirar.

Bronquite - Inflamação dos brônquios, com maior incidência no inverno. Os sintomas são tosse persistente com expectoração de catarro claro. Os sintomas podem ser parecidos com os da asma.

Pneumonia - Doença infecciosa aguda que pode atingir um ou ambos os pulmões, caracterizada por febre, dor no peito, tosse com catarro amarelado, dificuldade respiratória. Geralmente é provocada por vírus ou bactérias.

Bronquiolite - Inflamação dos bronquíolos, de origem viral, apresenta-se com tosse, chiados e dificuldade respiratória. Os sintomas são parecidos com os da asma e acomete as crianças de baixa idade na maioria dos casos.

Para amenizar os problemas causados por estas doenças, alguns cuidados simples podem ajudar:

Em casa

•  Para eliminar o pó, limpe a casa com pano úmido e aspirador diariamente. As vassouras levantam poeira;
•  Troque as roupas de cama da criança duas vezes por semana;
•  Retire tapetes, carpetes e bichos de pelúcia do quarto do seu filho;
•  Não entulhe coisas em estantes, para evitar acúmulo de poeira;
• Mantenha o ambiente sempre arejado.

Prevenção

• Consulte o pediatra do seu filho sobre as imunizações que ele pode fazer. A da gripe é uma delas;
• Evite que a criança fique em locais abafados e com aglomerações, que facilitam a transmissão de infecções;
• Aumente a ingestão de líquidos e mantenha uma alimentação saudável, para fortalecer a imunidade da criança;
• Não deixe seu filho ficar exposto à chuva, garoa ou frio intenso (especialistas em baixar a imunidade);
• Mantenha a vacinação em dia (Pneumonia , Catapora , Gripe, Meningite, etc);
• Evite, sempre que possível, o contato da criança com outras pessoas doentes;

Menos desconforto

• Nariz entupido deixa a criança irritada. Para aliviar a congestão, lave as narinas com soro fisiológico e estimule a criança a assoar o nariz várias vezes ao dia.
• Ao deitar, a respiração pode ficar prejudicada se o nariz estiver entupido. Vale elevar um pouco o travesseiro da criança e fazer uma inalação com soro fisiológico para desentupir as vias aéreas;
• Antitérmicos, compressas e banhos mornos ajudam a baixar a temperatura em caso de febre, mas não faça a auto-medicação, procure o pediatra.
• Tomar bastante água.

Softwares de computador ajudam na prevenção da tendinite



Passar horas a fio no computador, seja trabalhando, estudando ou fazendo sei lá o que não é bom. Mas quem nunca teve uma dorzinha nas mãos, nos braços ou nos ombros, e que mesmo assim continuou lá, irredutível, que atire a primeira pedra.

É possível enumerar uma série de problemas que os especialistas afirmam que esse hábito traz, como a famosa tendinite. E nesse, e em todos os outros casos, a melhor coisa a fazer é prevenir.

Não custa nada parar um pouco, alongar ou levantar para pegar água. Mas isso dá uma preguiça, né?

Por isso trouxe para vocês dois programas de computador, ou softwares, que funcionam como um despertador. Eles dão um aviso quando chega a hora da pausa e sugerem alguns alongamentos. Abaixo coloquei algumas fotos e um resuminho sobre cada um.

O detalhe é que eles são super fáceis de instalar.

Workrave 

Você pode programar de quanto em quanto tempo quer fazer as micropausas e o descanso. O programa monitora as suas paradas, há quanto tempo está no computador e quantos cliques deu com o mouse.

Na hora do descanso aparece uma tela, com uma mulher e um pequeno texto, com exercícios para os braços, os ombros, o pescoço, as mãos e os olhos.

Off4Fit

Permite que você escolha o tempo de pausa, entre 10 e 180 minutos, e, assim como no Workrave, emite um aviso mostrando o momento da pausa.

Contudo, é mais bonito e os exercícios são divididos em olhos, mãos e corpo. Nesse há uma mulher em 3D que fica fazendo os exercícios junto com você.

sábado, 17 de julho de 2010

Cirurgia não é o mais indicado para casos de Hérnia de disco



Segundo o IBGE, a hérnia de disco é um problema que atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros. Esta doença no disco intervertebral da coluna cervical e lombar pode ser tratado de forma simples e sem cirurgia. Para os especialistas, apenas 5% dos casos requerem intervenção cirúrgica.

“O tratamento indicado são medicamentos, exercícios e fisioterapia. A cirurgia só é necessária quando a pessoa não responde a estes tratamentos depois de seis meses” explica o médico ortopedista, Vicente Carlos Franco Macedo. Em sua clínica, dos mais de mil pacientes que atendeu com hérnia de disco confirmada por exames, apenas um foi para a sala de cirurgia. “É muito importante lembrar que mesmo se for realizado algum procedimento cirúrgico o paciente precisa mudar o hábito de vida depois,para que não seja necessária outra cirurgia”, destaca.

Entenda a doença

A hérnia de disco ocorre quando a parte central do disco (núcleo pulposo) “escorrega” para trás ou para o lado dentro do canal vertebral. O disco é formado por um núcleo, núcleo pulposo, e por um anel redondo: o anel fibroso. Quando a musculatura paravertebral e abdominal ficam fracas por um período prolongado o anel fibroso rompe e deixa o núcleo pulposo escorregar para trás encostando nas fibras nervosas do nervo ciático. Esta compressão causa dor irradiada para barriga ou pernas.

Embora tenhamos discos entre todas as vértebras. A hérnia mais comum é a da região lombar e da cervical já que essas são áreas de muito movimento.

De acordo com o ortopedista, o estilo de vida está entre as principais causas da alteração nos discos, além da predisposição genética. “Muitas pessoas precisam tomar cuidado com a postura ao realizar alguns movimentos como levantar peso ou sofrer impacto de alta intensidade” destacou o especialista, sem contar os serviços braçais. Apesar de todo o cuidado,até mesmo esportistas, como mergulhadoras e maratonistas, podem correr risco.

Os sintomas geralmente são dor es cervicais e lombares que irradiam para braços e pernas respectivamente, formigamento e dormências nos dermátomos ( áreas da pele) correspondentes. “Quanto mais rápido for o diagnóstico maior chance de recuperação sem seqüelas,” conclui Vicente.

Como se prevenir

O médico ortopedista dá dicas para evitar o problema.
•  Mantenha uma postura correta ao longo do dia. Sente-se com as pernas dobradas em 90º, e ande a cada 50minutos.
• Pratique atividade física regularmente.
• Alongue-se.